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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O que Jesus fez depois do seu batismo?

Ele foi para o deserto e foi tentado pelo diabo durante 40 dias.
Mc 1:12-13 - E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.

Ele chamou seus discípulos e assistiu um casamento em Caná.
Jo 1:35 - No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos.

Jo 1:43 - No dia seguinte, quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.

Jo 2:1 - E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.


Descontradizendo:
Vamos ao contexto de João 1 e 2:

15João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu”.

19”E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?”

20”E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo”.

21”E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não”.

22”Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?”

23”Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”.

24”E os que tinham sido enviados eram dos fariseus,”

25”e perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?”

26”João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós, está um a quem vós não conheceis”.

27”Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias”.

28”Essas coisas aconteceram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando”.

29”No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

30”Este é aquele do qual eu disse: após mim vem um homem que foi antes de mim, porque já era primeiro do que eu”.

31”E eu não o conhecia, mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água”.

32”E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele”.

33”E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo”.

34”E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus”.

Obs1: Onde diz aqui que Jesus foi batizado?

Obs2: João está falando no passado: "Eu vi", e não "eu estou vendo".

obs3: Ele também diz: ”E eu não o conhecia...". Isto significa que ele estava conhecendo Jesus naquele momento? Ou que ele não conhecia Jesus até o momento em que o Espírito Santo revelou a ele a pessoa de Jesus durante o batismo (conforme os demais evangelistas)?


O relato de Mateus:
11 - "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo".

13 - "Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele".

16 - "E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele".

17 - "E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo".

Obs1: João não disse antes do batismo que viria outro que era o Cristo?

Obs2: Não foi logo em seguida ao batismo que o Espírito Santo testificou que Jesus era o Filho de Deus? Então por que no texto de João, parece dizer que ele já havia visto o Espírito testificar que Jesus era o Cristo, e não que naquele momento isto estava ocorrendo?


O relato de Marcos:
7 - "e pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias".

8 - "Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo".

9 - "E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi batizado por João, no rio Jordão".

10 - "E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele".

11 - "E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo".

12 - "E logo o Espírito o impeliu para o deserto".

13 - "E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam".

Obs1: Tanto Marcos quanto Mateus não falam nada de Jesus ter ido a alguma festa ou recrutado discípulos antes de ser tentado no deserto.

Obs2: Os dois textos deixam claro que os relatos são imdediatos ao batismo. E não como o caso de João que não menciona o batismo de Jesus e parece se tratar mais de um segundo encontro com João Batista do que o primeiro quando este Já estava batizado.


O relato de Lucas
3:
21 - "E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu,"

22 - "e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido".


4:
1 - "E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto".

2 - "E quarenta dias foi tentado pelo diabo...".

Obs1: Lucas também relata que Jesus foi imediatamente após o batismo levado ao deserto para ser tentado.


Em que os quatro relatos se harmonizam?

1. Mateus, Marcos e Lucas falam que Jesus foi batizado. João não relata o batismo.

2. Mateus, Marcos e Lucas falam que Jesus logo após o batismo foi levado ao deserto para ser tentado. João não relata o período de Jesus no deserto.

3. Mateus, Marcos e Lucas relatam que só depois disso foi que Jesus começo a recrutar seus discípulos. Como João não relata nem o batismo, nem o período no deserto, ele começa seu relato direto ao recrutamento dos discípulos.


Obs: João deixa implícito portanto que Jesus teve um segundo encontro com João Batista depois do Batismo. E então inicia-se o seu ministério.


4. Mateus, Marcos, Lucas e João relatam que os primeiros discípulos de Jesus foram Pedro e André.


Conclusão:
Não há nenhuma contradição, pois, o relato de João se trata de um segundo encontro com João Batista, e não do primeiro encontro quando ocorreu o seu batismo.

Quando Jesus foi crucificado?


Ele foi crucificado na terceira hora.

Mc 15:25 - Era a hora terceira quando o crucificaram.

Ele foi crucificado depois da sexta hora.
Jo 19:14-16 - Era o dia da preparação da páscoa, e quase à hora sexta. Disse Pilatos ao judeus: Eis o vosso Rei. Mas eles gritaram: Fora! Foras! Crucifica-o! Perguntou-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Finalmente Pilatos o entregou para ser crucificado.


Descontradizendo:
Josh McDowel e Don Stewartl respondem esta:

”Há duas soluções possíveis que têm argumentações de peso".

Primeira solução:
Uma solução concentra-se na expressão “cerca de” na afirmação de João sobre a hora. Ele diz que não era exatamente a sexta hora, mas por volta daquela hora.

A noite era dividida em quatro vigílias, cada uma com três horas (veja Marcos 13:35), e o dia do mesmo modo era dividido em períodos. Baseado nisto, podemos imaginar que a afirmação de Marcos por volta da “terceira hora” significa, simplesmente, que Jesus foi crucificado durante a terceira hora (entre 9 e 12 horas), enquanto a declaração de João de que o julgamento terminou por volta do meio-dia, pode significar antes das doze.

Assim, se a crucificação realizou-se entre 9 e 12 horas, Marcos pode tê-la colocado mais próximo das nove horas, e João mais próximo das 12 horas, não havendo nenhuma discrepância.

“Se a crucificação se deu entre as nove e as doze horas, era bastante natural que um observador se referisse a uma hora mais cedo, enquanto o outro, a uma mais tarde.

A posição do sol no céu era o parâmetro da hora do dia; enquanto era fácil saber se era antes ou depois do meio dia, ou se o sol estava mais ou menos na metade do trajeto entre o zênite e o horizonte, diferenças menores de hora não eram reconhecíveis sem se consultar o relógio de sol, que nem sempre estava à mão” (The Expositor´s Greek New Testament, comentário de João 19:14).

Segunda Solução:
"Outra possibilidade é a de João estar usando um método diferente do de Marcos para contar o tempo. Sabemos como fato comprovado através de Plutarco, Plínio, Aulus Gellius e Macróbios, que os romanos contavam o dia de meia-noite a meia-noite, exatamente como nós fazemos hoje.

Assim, a sexta hora de João seria 6 horas da manhã. Isto faria 6 horas da manhã a hora do último julgamento de Jesus, e de sua sentença, sobrando tempo suficiente para os preparativos da crucificação que em Marcos ocorram às 9 horas da manhã ou depois.

Há uma boa prova de que João usou este método de contagem de tempo. Não é raro nas Escrituras autores usarem métodos diferentes de medida de tempo e determinação de datas.

No Antigo Testamento, os escritores freqüentemente fixavam suas datas importantes pelo sistema de calendário do país onde eles estavam servindo na época. Por exemplo, Jeremias 25:1 e 46:2 e Daniel 1:1 referem-se ao mesmo ano: Jeremias, pelo calendário palestino, e Daniel, pelo babilônico.

Um exemplo no Novo Testamento é João 20:19. A noite do dia em que Jesus ressurgiu da morte é considerada parte deste mesmo dia. Evidentemente João não está contando o dia pelo tempo judeu. De acordo com o sistema judaico de contagem de tempo, a noite em questão seria parte da segunda-feira, para os judeus o primeiro dia da semana, visto que o dia judaico começa com o pôr-do-sol".


Conclusão:
"Este provável fator, juntamente com o já anteriormente mencionado, mostra que o problema destas duas passagens não é impossível de ser solucionado, nem apresenta qualquer dificuldade que não tenha uma explicação razoável".

Portanto, não há nenhuma contradição!

Fonte:
Josh McDowell & Don Stewart; "Respostas Àquelas Perguntas"; editora Candeia; pg.61-63.
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Contribuição de Guilherme Born:
Na verdade as duas respostas estão corretas.

João contava as horas de 12 em 12, sendo sexta hora, jesus foi julgado às 6 da manhã. João está relatando os momentos finais do Julgamento e não da crucificação. João utiliza este método de contagem do tempo por estar escrevendo aos gregos. Esse método foi muito utilizado pelos homens citados por Josh Mcdowell.

Marcos utiliza o método judaico de contagem do tempo, como aparece em Marcos 13:35. Por isso ele narra terceira hora. E outra, ele está narrando a crucificação e não o julgamento.

L. Franco
A contradição na verdade é sustentada pelos relatos de "sexta hora" e "terceira hora".

Como poderia Jesus ser julgado na sexta hora e crucificado na terceira? Ou seja, três horas antes?

Eis aí a contradição. Porém como o Pipe explicou, João e Marcos usam de contagem de tempo diferentes. Cada um escreve para uma cultura e povo diferente, portanto, é um pouco óbvio que usariam da contagem de tempo destes povos. Por isso a contradição não persiste.

Quando o Espírito Santo foi dado?

O Espírito Santo não foi dado até a ressurreição de Jesus.
Jo 7:39 - E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.

Jo 20:22 - E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

At 2:1-4 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.


O Espírito Santo foi dado antes da ressurreição do Jesus.
Lc 1:41 - E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo,

Lc 1:67 - E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:

Lc 2:25 - Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.


Descontradizendo:
O que está ocorrendo nos textos é que eles estão falando de dois termos:

1. Permanente:

Jo 7:39 - "E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado".

Jo 20:22 - "E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo".

At 2:1-4 - "Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".

Todos estes textos estão falando do Espírito estar no cristão de modo permanente.


2. Apenas para algo específico, nestes casos, profetizar:

Vamos aos contextos:

Lc 1:41”E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo,”

42”e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre!”

43”E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?”

44”Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre”.

45”Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas!”

O texto não está falando que o Espírito Santo desceu de forma permanente em Isabel, e sim que veio apenas para revelar a Isabel que Maria estava grávida esperando o Salvador do mundo.


Lc 1:67”E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:”

68 - Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo!"

69 - "E nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo,"

70 - "como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo,"

71 - "para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos aborrecem"

72 - "e para manifestar misericórdia a nossos pais, e para lembrar-se do seu santo concerto"

73 - "e do juramento que jurou a Abraão, nosso pai,"

74 - "de conceder-nos que, libertados das mãos de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,"

75 - "em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida".

76 - "E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos,"

77 - "para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,"

78 - "pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou,"

79 - "para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz".

O texto não está falando que o Espírito Santo desceu de forma permanente em Zacarias, e sim que veio apenas para revelar a Zacarias o ministério de João Batista, seu filho.


Lc 2:25”Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

26 - "E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor".

27 - "E, pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,"

28 - "ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:"

29 - "Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra,"

30 - "pois já os meus olhos viram a tua salvação,"

31 - "a qual tu preparaste perante a face de todos os povos,"

32 - "luz para alumiar as nações e para glória de teu povo Israel".

33 - "José e Maria se maravilharam das coisas que dele se diziam".

34 - "E Simeão os abençoou e disse à Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel e para sinal que é contraditado"

35 - "(e uma espada traspassará também a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações".

O texto não está falando que o Espírito Santo desceu de forma permanente em Simão, e sim que veio apenas para revelar a Simão que aquele bebê que ele estava circuncidando era o salvador do mundo.


Conclusão:
Isto se encaixa perfeitamente no que Paulo diz em I Co 12:3 - "Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo".

Foi isto que ocorreu com Isabel, Zacarias e Simão. Eles só tiveram revelação porque o Espírito Santo concedeu a eles que vissem o que viram.

Portanto, não há nenhuma contradição. Pois, os textos em Lc falam da era antes da ressurreição.

A ressurreição inaugurou uma nova era para a igreja.

Os demais textos falam da era pós-ressurreição, quando o Espírito Santo foi dado a igreja de forma permanente como nunca antes houvera acontecido na história do povo de Deus.

E apesar dos discípulos já terem o Espírito Santo neles, foi apenas no Pentecostes que a plenitude do Espírito Santo se concretizou na história do povo de Deus.

Os samaritanos receberam Jesus?


Não, eles não receberam Jesus.

Lc 9:52-53 - E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.

Sim, eles receberam Jesus.
Jo 4:39-40 - E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias.


Descontradizendo:
A Palestina era dividida em diversas regiões, entre elas a Judéia, a Samaria e a Galiléia. Samaria ficava exatamente entre a Judéia e a galiléia. Portanto, toda vez que alguém queria ir de Jerusalém para a Galiléia, teria que passar pela região de Samaria, e vice-versa.

Diante disto, trata-se de duas situações isoladas. Reparem no contexto de cada passagem:

Jo 4:3-4 - "deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia. E era-lhe necessário passar por Samaria".

Ou seja, Jesus havia saído da região da Judéia e estava indo para a Galiléia quando encontrou a mulher samaritana e através do testemunho dela, muitos samaritanos se converteram.

Agora observe o contexto de Lucas:

Lc 9:51-53 - "E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém".

O contexto de Lucas era o oposto de João. Neste caso, os discípulos estavam indo da Galiléia para Jerusalém.

Portanto, se trata de casos isolados e que não tem nada a ver com a mesma situação.

Conclusão:
Seria contradição, se Lucas estivesse descrevendo o encontro de Jesus com a mulher samaritana e que tanto ela quanto os homens samaritanos não tivessem crido.

Porém, como se trata de duas situações diferentes
não há nenhuma contradição!