quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Espiritismo kardecista e a origem do homem

Temos observado que o Espiritismo Kardecista, por se considerar uma ciência (o que é pura mentira), ensina seus adeptos ser a Bíblia mentirosa no que se refere à origem do homem. Como dizem os espíritas e infelizmente uma quantidade considerável de professores "cristaos" em seminários católicos e evangélicos, o homem foi o produto da evolução, ou seja, do macaco. Para comentar essa heresia, que se fosse verdadeira reduziria a nada o surgimento do pecado na humanidade e o posterior sacrifício de Jesus, João Flávio Martinez, presidente do CACP - Centro Apologético Cristão de Pesquisas, faz uma excelente defesa da fé cristã, a qual recomendamos a leitura extraída de seu site, indicado no final da matéria.
A PALAVRA DO ESPIRITISMO
"Da semelhança, que há, de formas exteriores entre o corpo do homem e do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura dos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. VESTIU-SE ENTÃO DAS PELE DE MACACO, sem deixar de ser espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem" - A Gênese, Allan Kardec, FEB, Rio de Janeiro, 1985, 28a ed., p. 212.
Allan Kardec, como se vê, ficou muito impressionado com a teoria revolucionista do seu contemporâneo inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), e resolveu incluí-la na codificação do Espiritismo. Seus adeptos seguiram-lhe os passos. O espírita Alexandre Dias, no livro Contribuições para o Espiritismo (2a ed., Rio de Janeiro, 1950, a partir da p. 19), além de corroborar o pensamento kardecista, acrescentou que antes de serem macacos, os homens foram um mineral qualquer, ou seja, uma pedra ou um tijolo. Não apenas isso:
"A espécie humana provém material e espiritualmente da pedra bruta, das plantas, dos peixes, dos quadrúpedes, do mono (macaco). E, de homem, ascenderá a espírito, a anjo, indo povoar mundos superiores..." - (Leopoldo Machado, Revista Internacional do Espiritismo, 1941, Matão, SP, p. 193).
"A espécie humana não começou por um só homem. Aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra" - Livro dos Espíritos, Allan Kardec, resposta à pergunta número 50.
A PALAVRA DO CRISTIANISMO
A teoria da seleção natural das espécies é contrária ao que ensina a Bíblia Sagrada. Esta teoria diabólica que incorpora o pensamento panteísta (Deus é tudo em todos) é a negação do Deus criador de todas as coisas. "NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA". É assim que inicia o primeiro livro da Bíblia, Gênesis, escrito por Moisés. Com a Sua palavra, Deus criou a luz, as águas, o firmamento, a parte seca (a terra), a relva e árvores frutíferas para "darem frutos segundo a sua espécie"; depois produziu os astros luminosos para iluminarem a terra; produziu os peixes e as aves, segundo suas espécies; produziu Deus os animais domésticos, répteis e animais selvagens conforme a sua espécie.
"Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Viu Deus que tudo o que tinha feito, e que era muito bom" - Gênesis 1 e 2."Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva" - 1 Timóteo 2.13.
Como vimos, depois de fazer a terra e os céus, Deus criou as matas, as árvores frutíferas, os animais, e, enfim, o homem. O sopro de Deus no homem formado do pó representa que a vida é um dom de Deus; que o homem foi criado para ser moralmente semelhante a Deus, como expressão do seu amor e glória; para ter permanente comunhão com Deus. Portanto, não tem respaldo das Sagradas Escrituras a afirmação de que a alma humana encontrou morada primeiramente em animais, e que o homem é conseqüência de uma seleção natural das espécies. O Senhor Jesus legitima o livro de Gênesis, ao dizer:
"Não leste que no princípio o Criador os fez macho e fêmea"? - Mateus 19:4, 5.
Como poderia a alma humana, nascida do sopro de Deus, haver se instalado no macaco, criado antes do homem? Por que então afirmar que espiritismo e cristianismo ensinam a mesma coisa? Proselitismo, engodo, mentira, hipocrisia ou leviandade? Moisés teria escrito uma asneira? Mas como, se o espiritismo diz que Moisés foi a Primeira Revelação de Deus? Se as revelações de Deus não sabem o que afirmam ou mentem, a Terceira Revelação, o espiritismo, seria uma exceção?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A terceira encíclica de Bento XVI

O Vaticano apresentou a terceira encíclica de Bento XVI. Na encíclica "Caritas in veritate"(caridade na verdade) o papa faz uma revelação apocalíptica.

Segundo este documento, o papa Bento XVI apresenta propostas para que o mundo se transforme em um lugar de paz e segurança.

Para quem tem, ainda que seja, um pequeno conhecimento bíblico, é de arrepiar quando se fica sabendo das propostas do pontífice. Suas propostas são de colocar o mundo nas mãos do "anti-Cristo". Pois segundo o documento, o papa Bento XVI diz:''Urge uma verdadeira autoridade política mundial que se atenha de maneira coerente aos princípios de subsídios e de solidariedade".

O documento também trata do tema meio ambiente, e de temas sociais. A carta foi dirigida para os bispos e fiéis católicos do mundo todo, e ainda fala da caridade ser a força propulsora para o desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade toda.

Mas o mais intrigante, é que para Bento XVI, a única alternativa para que o mundo encontre o amor e a paz, passa por um líder político mundial.

Globalização, Euro, o mundo se fechando em blocos, agora já está escancarada a idéia de um grande líder mundial.

O mais impressinante de tudo isso, é que o próprio Jesus disse:"Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar".

Agora eu me pergunto: "Onde estão aqueles que querem confrontar a Bíblia como sendo um livro humano e não inspirado?"

O livro do profeta Daniel dá as características do tal líder mundial. Daniel 11.35-39 diz: "E alguns dos sábios cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até no tempo determinado. E esse rei fará conforme a sua vontade, e se, levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a qualquer deus, pois sobre tudo se engrandecerá. Mas aos deuses das fortalezas honrará em seu lugar; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis. E haver-se-á com os castelos fortes com o auxílio do deus estranho; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço".

É de impressionar com que exatidão em que as coisas estão acontecendo, e as escrituras se cumprindo.

Não há dúvidas, Cristo é a verdade, sua palavra é a verdade.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CATOLICISMO POPULAR

Esse catolicismo é difundido pelo povo. Difere do Catolicismo tradicional, que é o catolicismo ensinado pelo clero. O Catolicismo popular é um desgaste do já desgastado Catolicismo tradicional, pois o povo leigo associa os dogmas Católicos às suas crenças e costumes, tornando pior ainda o afastamento da ortodoxia bíblica.

Podemos observar que o Catolicismo do povo é intocável, nem o papa tem autoridade sobre o movimento, a igreja tenta de maneira amistosa e muitas vezes conivente relevar as absurdas colocações do povo aos dogmas da própria igreja.

A palavra “dogma” é um princípio de fé indiscutível da igreja. Estabelecido, como veremos a seguir, pelos concílios papais séculos depois dos apóstolos e dos pais da igreja. Ou seja, são doutrinas fora da Bíblia sancionadas pelos Papas baseando-se no pressuposto de que há autoridade apostólica neles investida. O pior é que estas doutrinas extras canônicas transformam-se em verdadeiras heresias no entendimento e desenvolvimento popular. Vejamos abaixo alguns dos principais dogmas estabelecidos pelos Papas ao longo da história e que foram desenvolvidos e assimilados pelo povo:

Século V ano de 431 d.C
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: Maria é proclamada a “mãe de Deus”. No Catolicismo popular Maria se transforma em uma Deusa mãe ou semideusa mãe.

Século VI ano 593 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O purgatório começa a ser ensinado. No Catolicismo popular o purgatório passa a ser um escape para os que vivem na devassidão não irem para o inferno. Levando os fiéis a uma segurança com a santidade na morte em detrimento da santidade da vida.

Século VIII ano 789 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O início do culto às imagens e relíquias. No Catolicismo popular as imagens se transformam em idolatrias.

Século IX ano 880 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A canonização dos santos. No Catolicismo popular os santos não são só canonizados, mas tratados como deuses ou semideuses. Com estórias cheias de mitos a respeito da vida deles.

Século XII ano 1200 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O Uso do rosário. No Catolicismo popular o rosário ou o terço (a terça parte do rosário) vira um amuleto contra o mal e ícone de proteção para ser colocado no carro, cabeceira da cama, pescoço, bolsa e etc. Substituindo a prática da oração e da confiança em Deus.

Século XIII ano 1220 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A adoração ao Cristo na hóstia. No Catolicismo popular acontece uma idolatria da hóstia.

Século XIV ano 1311 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A oração da Ave-Maria. No Catolicismo popular tal reza substitui as orações. E se transforma em uma evocação dos poderes intercessores da semideusa mãe junto ao seu filho Deus.

Século XVI ano 1562 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: Confirma-se o culto aos santos (“dulia”: “culto prestado aos santos e aos anjos”). No Catolicismo popular esses santos passam a ser cultuados como divindades. Porque o católico comum não sabe distinguir na prática a latria (adoração devida a Deus) de dulia. E nem o mais intelectuais conseguem diferenciar na teoria. No próprio catecismo não se trás uma clareza sobre o assunto. Veja a derrocada tentativa do catecismo de diferenciar, por exemplo, o culto a Maria (hiperdulia) da latria: “... Este culto (...) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”. (Pág.274, § 971). Você consegue entender nesse texto as partes “difere” e “mas o favorece poderosamente”? Percebe-se uma certa ambiguidade no texto.

Século XIX 1854 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A definição da Imaculada Conceição de Maria. No Catolicismo popular Maria torna-se uma semideusa imaculada.

Século XX 1950 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A transformação da assunção de Maria em ponto doutrinário. No Catolicismo popular Maria torna-se uma semideusa mãe e senhora dos céus. Cheia de prerrogativas divinas, tais como onisciência, onipotência, onipresença, imortalidade, protetora e etc.

Algumas datas acima são aproximadas. Durante os séculos muitas doutrinas da igreja eram discutidas antes de serem finalmente aceitas e promulgadas como ponto doutrinário ou dogmas. Por isso alguns teólogos católicos poderão citar datas diferentes.

DOGMAS DA IGREJA HERESIAS DO POVO

O Catolicismo popular possui muitas heresias que foram desenvolvidas a partir dos dogmas da Igreja Católica. Iremos analisar quatro delas, pois são as que mais nos confrontamos quando estamos conversando com o povão. Principalmente no interior do Brasil. Basta apenas analisarmos algumas delas para se comprovar isso:

O DOGMA DA PENITÊNCIA

O catolicismo Romano define este dogma da seguinte forma: “A absolvição tira o pecado, mas não remedia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa a mais para reparar seus pecados; deve ‘satisfazer’ de modo apropriado ou ‘expiar’ seus pecados. Esta satisfação chama-se também ‘penitência’.” (retirado do Catecismo pág.402, §1459).

Contestação – Os católicos seguem fielmente a penitência, crendo que essas boas obras são exigidas por Deus para fazer compensação por seus pecados e restaurá-los à “plena saúde espiritual.” Os fiéis chegam ao extremo das limitações humanas. Muitos conhecidos como “romeiros”, fazem grandes caminhadas, umas a pé outras até de joelhos. Uma verdadeira negação ao sacrifício de Jesus camuflada de “atos de fé e devoção”. Este dogma desafia a Palavra de Deus e degrada a obra de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário (1). O sacrifício de Jesus não foi incompleto, como se precisasse de um reforço ou um complemento! Observe a orientação dada pela igreja sobre como se faz a penitência: “... pode consistir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, sacrifícios, e principalmente na aceitação paciente da cruz que temos de carregar.” (retirado do Catecismo pág.402-403, §1460). Entretanto, o sacrifício de Jesus na cruz anulou toda a necessidade de ofertas ou obras de expiação (2). Carregamos a cruz não por penitência, mas por rendição e constrangimento ao ato de amor que Cristo se ofereceu por nós. Se ele sofreu todas as dores e tormentos por meus pecados nós sofreremos sem murmurações o que ele permitir que passemos.

O DOGMA DA HIPERDULIA – o culto especial a Maria.

Na apologia cristã evangélica isso se chama de “mariocentrismo” e “mariolatria”: comportamento religioso do catolicismo romano que gira em torno de Maria e do culto que é prestado a ela e suas imagens. No Catolicismo popular Maria é o centro de preces, devoção e adoração. Jesus praticamente é ofuscado pelo culto a semideusa mãe.

Contestação – Porém, para a igreja do primeiro século o centro de tudo era Jesus (3). A idolatria a Maria é flagrante dentro do catolicismo popular, que é coberto por um discurso eufêmico de “veneração” pelo catolicismo tradicional. Bem como o uso de supostas réplicas de suas feições. Porém Jesus foi muito claro: “... Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. (Mt.4.10). A “hiperdulia” é uma adoração e um culto antibíblico e anticristão, uma vez que ambos condenaram tal prática. “Idolatria” é o culto prestado a ídolos. Vem do grego “eidololatreia”. Esse termo refere-se à “adoração” ou “idolatria”. Ou seja, adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, etc., que tome o lugar de Deus, ou lhe diminua a honra que lhe devemos (ver 1Co.10.14). O ídolo (do grego “eidolon”) era e é uma “imagem” ou “réplica” de adoração ou veneração. E a sua prática foi condenada tanto no antigo (Êx.20.4,5) quanto no novo pacto (1Jo.5.21; 2Co.6.16). Portanto, a “hiperdulia” (culto especial a Maria), bem como a dulia (culto aos santos e aos anjos) é um grave pecado cometido pela igreja católica e pelos católicos.
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Maria não é tida apenas como uma santa no catolicismo popular. Veja esta declaração: “Sois onipotente ó Maria... Ó mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida... pois só por vosso intermédio esperamos a salvação.” (retirado do livro “Glórias de Maria” págs.100, 77, 147). Acompanhe o meu raciocínio: Onipotência é um atributo da divindade (4), A intercessão é uma ponte divina humana (5), proteção é um favor divino (6) e a salvação uma dádiva divina (7). Quem é Maria para o catolicismo popular? Só pode ser uma deusa. E quanto a isso a Bíblia é terminantemente contrária (8). A igreja cristã verdadeira tem uma mensagem cristocêntrica (9)! Jesus é o centro de nossas vidas (10).

Obviamente o catolicismo tradicional é conivente com isso. Até porque o próprio Catecismo estimula o mariocentrismo e a mariolatria, como por exemplo, na página 274, §969 diz: “... Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira”. “... A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. A Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja”. E na página 275, §975: “Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da igreja, continua no Céu sua função materna em relação aos membros de Cristo”.

Ora, a partir do momento que se coloca Maria como “Mãe de todos”, “advogada”, “medianeira” e um “culto” é prestado, ela assume o “centro das atenções”, “prerrogativas divinas” e “toma a adoração” que é para o Trino Deus: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”. (11). Veja que o apóstolo Paulo via as prerrogativas divinas como legitimidade de uma divindade (12). Ele usou a palavra grega “phusis” (natureza – características naturais de um ser) para definir a divindade. Se os santos e Maria possuem “phusis theos” (natureza divina) eles são deuses, no mínimo semideuses. O que contraria o 1º mandamento (13). E que se diga de passagem que Maria também é aclamada por Roma como “Senhora”. Expressão usada no N.T. grego como “kurios”, atribuída a Cristo (14), em passagem nenhuma do N.T., se refere a Maria. Ferindo a unidade da própria Igreja de Cristo, que se reza que “há um só Senhor [kurios]”. (15). Em Mt.12.29 fazendo referência a Dt.6.4. A palavra “kurios” se faz representar o nome divino: “Yehovah”.

Todo o argumento da teologia católica de que pessoas receberam glória na Bíblia são argumentos sem sustentação. Porque a palavra glória tem uma polissemia muito clara. Um estudante sério das Escrituras não confundiria, por exemplo, a glória citada por Paulo aos cristãos em Rm.2.10 com a glória citada por João a Cristo em Jo.1.14. O mesmo ocorre com os outros substantivos “honra”, “louvor” e etc. São textos que não passam de pretextos. O mesmo ocorre com a questão da chamada adoração da bandeira nacional. Onde ninguém nunca se viu o governo aclamando que a nossa bandeira tenha poderes milagrosos ou que ela tenha prerrogativas divinas nos céus. Usam-se também as passagens do Antigo Testamento onde Deus manda confeccionar imagens de anjos e etc. Assunto dirimido no meu texto “Tipos de Imagens” postado aqui, e que também foi postado no jornal O Povo do dia 31/08/2008 em Fortaleza – Ce.

O DOGMA DA PRIMAZIA PAPAL, LINHAGEM APOSTÓLICA E DA EXCLUSIVIDADE DE ROMA

Todos os católicos são orientados de pai para filho acerca desde assunto. No Catecismo reza-se: “Esta é a única Igreja de Cristo que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica.” pág.232 §811. Cita-se sempre o texto de Mt.16.18,19 e Jo.21.15-17 onde sofismam que Pedro era o líder supremo de uma única igreja suprema. Aqui, dividirei minha contestação em três partes:

PARTE A – Com base em Mateus 16.18: Quem é a pedra fundamental da igreja?

“Pedro” (traduzida do grego) ou “Cefas” (palavra aramaica) foi um nome dado por Jesus ao apóstolo, que antes se chamava “Simão” (16). O N.T. foi escrito em grego, e a palavra grega traduzida por “Pedro” em Mateus 16.18 é "petros" (uma rocha ou uma pedra), diferente da palavra grega traduzida por “pedra” no mesmo texto que é "petra" (rocha, penhasco, grande pedra). Observe a diferença: quando Jesus diz “tu és Pedro” Ele não está dizendo que ele é a “pedra fundamental” da igreja cristã, mas possivelmente uma “pedra bruta” que poderá ser uma “pedra de construção” (do grego “lithos” usada em outro texto). E quando Jesus diz “sobre esta pedra edificarei minha igreja” Ele referiu-se a si mesmo e não a Pedro. Esta palavra grega “petra” (traduzida por “pedra” no texto) é associada a Cristo pelo apóstolo Paulo em 1Co.10.4: "e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo." Isso ocorre porque a palavra “pedra” foi um título dado a Jesus em profecias messiânicas (17). Por isso, quando Pedro responde “tu és o Cristo” (18), ficou para Jesus fazer a confirmação se a resposta de Pedro era correta e reitera-la com suas palavras. Concluindo-se em: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (confirmação da resposta de Pedro) e “sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (reiteração de Cristo). O próprio Pedro anos mais tarde reiterou também: "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo". (19). Pedro faz uma sinédoque da palavra grega “lithos” (pedra) para Jesus e para todos os cristãos. Onde ele revela Cristo como a “pedra fundamental” e os demais cristãos, inclusive ele sem nenhuma exclusividade ou pretensão, como “pedras de construção”.
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Parafraseando o diálogo entre Cristo e Pedro “dentro do contexto” ficaria mais ou menos assim:

JESUS pergunta: “... quem dizeis que eu sou?” (20)

PEDRO responde: “... Tu és o Cristo [a pedra fundamental]” (21).

JESUS aprova a resposta de Pedro: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus”. (22).
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E JESUS reitera com suas palavras: “Também Eu te digo que tu és Pedro [uma pedra], e sobre esta pedra [fundamental] edificarei a minha igreja...”. (idem).

Portanto, a “pedra” que a igreja cristã fundamenta-se não é Pedro, e nenhum Papa. Pois dentro do contexto do diálogo entre Jesus e Pedro, do contexto do Novo Testamento na palavra grega “petra” traduzida por “pedra” e do contexto da “pedra angular” do Antigo Testamento, tudo aponta para Cristo. Inclusive, essa minha contestação é confirmada nas palavras do próprio Santo Agostinho: “Sobre essa rocha, portanto, disse Ele, a qual tu confessaste, edificarei a minha igreja. Porque a rocha (petra) é Cristo; e neste fundamento o próprio Pedro foi edificado”. (Agostinho , On the gospel of John, Tratado 12435, The Nicene and Post-Nicene Fathers Series I, 7.450).

Quanto ao verso 19: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus”. Esse texto não prova que Pedro viesse a ser o supremo pastor da igreja cristã, ele próprio dizia que o supremo pastor era Cristo (23). Jesus estava apenas profetizando que Pedro daria início ao plano de salvação, o que realmente veio a acontecer em At.2.14-41. E se diga de passagem que Jesus deu a todos os apóstolos essa mesma autoridade (24).

Quanto ao texto de Jo.21.15-17: Não há base alguma para a alegação dos católicos de que Jesus confiou a Pedro o cargo de pastor universal de seu rebanho. Ora, se o triplo mandamento de Jesus a Pedro para que apascentasse os seus cordeiros e ovelhas, significa-se que Pedro deveria ser o único Pastor do rebanho ou igreja, então a tríplice resposta de Pedro à pergunta: “Tu me amas?”, significaria que Pedro era o único que amava o Senhor. No entanto, as Escrituras claramente nos provam que apascentar o rebanho de Cristo não foi tarefa exclusiva de Pedro, mas de todos os apóstolos, pois a igreja se alimentava da “doutrina dos apóstolos” e não da doutrina de Pedro (25), era pastoreada por todos os bispos (26) e presbíteros (27).

PARTE B – Há uma linhagem “Apostólica” e de “Pedro” até os dias atuais?

Não podemos esquecer de que todos os dogmas acrescentados ao longo da história foram aceitos pela a Igreja baseados no pressuposto de que os Papas foram sucessores de Pedro e eles juntamente com os bispos continuaram com autoridade apostólica e pertencente ao colégio apostólico, daí porque chamam Igreja Católica Apostólica Romana. Ensina-se que o Papa é o sucessor de Pedro e substituto do próprio Cristo: “O Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, em virtude do seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui poder pleno, supremo e universal...”. (Catecismo, p.253, §882). Mais acima diz: “... o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, estão unidos entre si”. (Idem, §880). Porém quatro questões devem ser levantadas perante essas declarações:

1. Em At.1.15-26 apresenta dois critérios para o apostolado: 1o era necessário ter convivido com Jesus no tempo em que Ele esteve na terra; 2o era necessário ser testemunha da ressurreição de Cristo (28). Que eu saiba, deste Gregório I (590-604 d.C.), e os bispos da época, até os atuais, nenhum desses, encaixam-se nos critérios aqui mencionados.
2. Em Jo.14.26; 16.13; 14.16; 1Co.2.12-13 vemos nitidamente que o vigário (substituto) de Cristo não é o Papa, mas sim o Espírito Santo de Deus. Jesus é a “cabeça” da igreja e na sua ausência temos o Espírito Santo!
3. Em Lc.22.25-26; 1Co.3.10,11; Mt.7.24-27; Mt.16.18; 1Pe.2.4-8 são unânimes em concordar que Jesus é o líder geral da Igreja e que ela não precisa de outra cabeça pois Ele mesmo já é (29). Todos os dons ministeriais existem para a edificação do corpo de Cristo, a cabeça (30). Observe que esses “dons” não foram dados só á Pedro, mas aos outros: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.” (31).
4. Não há um texto da Bíblia que prove Pedro ter primazia sobre os demais. Quando este sentimento fermentava o coração de alguns, Jesus ensinava: “Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva”. (32). Jesus disse isto porque Tiago e João queriam a primazia (33). O Papa tem autoridade sobre o seu ministério, assim como o líder geral de cada ministério tem. Porém sob o ministério de Cristo é tomar o lugar do Espírito Santo e monopolizar o Cristianismo. Pedro foi vocacionado por Jesus para pastorear: “... Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.” (34), mas não para lhe tomar o lugar no trono!

Vejamos alguns questionamentos bíblicos a despeito deste suposto papado de Pedro ou que Pedro viera a ser o primeiro papa ou sucessor de Pedro:

· Onde está a passagem nas Escrituras que atribui a Pedro a posição de papa, ou cabeça visível da igreja?

· Se Pedro tivesse sido ordenado soberano sobre os demais apóstolos porque não há uma passagem bíblica chamando-o de “cabeça”, “sumo sacerdote”, “sumo pontífice” ou “Sua santidade”?

· Se Pedro tivesse a primazia sobre os demais apóstolos porque ele não fez, sozinho, a escolha dos diáconos em At.6.1-6?

· Se Pedro fosse supremo, um papa, não parece estranho que os apóstolos em At.8.14 o tivessem mandado a Samaria?

· No concílio de Jerusalém, em At.15.1-29, os apóstolos se reúnem para examinar uma questão (v.6), Pedro dar sua parcela de participação no concílio (v.7-11), Paulo e Barnabé participam também (v.12), Tiago pronuncia as últimas palavras (v.13-21) e finalmente decidem todos juntos aquela questão enviando uma carta aos gentios (v.22-31). Se Pedro fosse papa, reconhecido pelos apóstolos e presbíteros, ele não poderia decidir a questão exclusivamente por seu voto? Ele não deveria presidir toda a reunião?

· Se Pedro fosse papa, porque Paulo não menciona o ofício dele em Ef.4.11-16?

PARTE C – A igreja Católica Romana é a única igreja cristã?

Visivelmente falando, não existe uma única igreja cristã, para que isso ocorresse deveria ter um único líder cristão. E esse cargo já é ocupado por Jesus Cristo. Ele é a cabeça da igreja cristã: “antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. (35). A igreja cristã é representada por várias igrejas locais com seus respectivos pastores, bispos ou presbíteros: “Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue.” At.20.28, veja também 1Pe.5.1-4.

A verdade deve ser dita - Igreja nenhuma salva. Somente Jesus Cristo pode salvar e só ele exerce esse papel (36). Ele é que é o único caminho e a única verdade (37). A verdadeira igreja de Cristo não é definida por um rótulo denominacional ou por seu tempo de existência, mas pela sua proclamação fiel da Palavra e de seu testemunho perante os homens (38). Se fracassar nisso, não passará de uma aglomeração de fariseus (39).

Portanto, com esse flagrante exclusivismo, a Igreja Católica Apostólica Romana se assemelha a uma seita cristã.

O DOGMA DA IMACULABILIDADE DE MARIA E DA INTERCESSÃO DOS SANTOS

a) Os santos Católicos são imaculados ou só Maria é imaculada?

Há um mito muito grande colocado nos “santos” da Igreja Católica pelo Catolicismo popular. O católico não compreende que “santo”, sem pecado, só há um, que é Deus (40). Seus santos tornam-se imaculados como o Deus trino. Porém, a Palavra de Deus é clara, toda a raça humana nasce de baixo de pecado (41). A morte é a prova de que toda humanidade é pecadora (42).

Os santos da Igreja Católica não são mais santos do que qualquer cristão da Igreja. A santidade humana é diferente da divina. Deus é santo “imaculado”, nós somos “santos”, “separados” do mal para servi-lo, “santificados” por Deus e não por conta própria (43).

Na Bíblia a expressão “santo” é um adjetivo atribuído a Deus, aos anjos e aos homens. Contudo, não precisamos de uma análise meticulosa para percebermos que quando se atribui a Deus tem uma diferença gigantesca quanto aos demais seres, inclusive a Maria. O texto de Ap.15.4, por exemplo, diz: “Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo...”. O próprio ser angelical que fala faz distinção do adjetivo “santo” quando atribuído a Deus. Maria e os demais santos e anjos, todos foram atingidos pelo pecado (44). E são santos pela graça divina. Enquanto que Deus é santo por qualidade divina. Por isso, o termo “imaculado” é um termo exclusivo de Deus.

Na verdade, nesta questão, há uma desarmonia entre o Catolicismo popular e o Catolicismo tradicional. O Catecismo (que é a fonte doutrinária do catolicismo tradicional) não apresenta os santos como “imaculados”, mas como “modelos de santidade” (conforme o Catecismo, p.238, §828). Segundo o catolicismo tradicional, esse termo é usado exclusivamente para Maria (conforme o Catecismo, p.138, §490-492 e p.143, §508). O que também não deixa de ser um equívoco. Pois Maria foi gerada por meio natural de reprodução humana (o ato conjugal de marido e mulher), assim ela nasceu com pecado original. Do contrário a Igreja Católica teria que empregar a imaculabilidade a toda origem dela. Ao afirmar que Maria “foi preservada imune de toda mancha do pecado original” os autores do Catecismo não percebem que, para isso, a mãe de Maria deveria nascer sem pecado também; a mãe da mãe de Maria também; a mãe, da mãe, da mãe, de Maria igualmente e assim sucessivamente até chegar em “Eva”, que deveria estar sem pecado, mas ela pecou e seu marido também (45). Por isso, toda humanidade nasce com o pecado original, bem como Maria (46). Do contrário, se Deus pôde tornar Maria sem pecado sem precisar fazer isso com toda a sua genealogia, porque Ele não fez isso com toda humanidade que o buscasse? Pouparia assim a crucificação de seu Filho.

Para justificar essa imaculabilidade exclusiva de Maria o Catecismo prossegue afirmando que ela, “para ser a Mãe do Salvador”, “foi redimida desde a concepção”. Ora, Deus não precisava tornar Maria sem pecado para gerar Jesus. Ele só precisava de uma virgem santa e temente a Ele para que o Espírito Santo fizesse a obra. Cristo nasceu “imaculado” por mérito do Espírito Santo e não de Maria. A passagem de Jo.3.6, embora dentro de outro contexto, faz distinção entre geração da “carne” e do “Espírito Santo”.

José não teve relações com Maria para gerar Jesus. Nisso o catolicismo concordará comigo. Sendo assim, como a concepção de Jesus foi “sobrenatural”, conforme Mt.1.20, aquilo que o catolicismo tenta justificar sobre a imaculabilidade de Maria no seu Catecismo não justifica e nem encontra sustentação na Bíblia Sagrada.

b) Podem os santos interceder entre Deus e os homens?

Quanto a intercessão dos “santos”, o Catecismo reza: “...A sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro.” (p.689, §2683).

Contestação: Este múnus é exclusivamente de Jesus Cristo: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (47). Devemos tomar cuidado com o eufemismo aqui. Tanto “mediador” quanto “intercessor” vão levar ao mesmo raciocínio. Mediador pode significar “medianeiro”, que por sua vez significa “intercessor”. O termo grego usado no texto é “mesites”, que tem o significado de: “alguém que fica entre dois”, “mediador de comunicação” e “arbitrador”. E para irmos a Deus só precisamos de Cristo, não precisamos de ninguém! Observe que Jesus está “entre Deus e os homens”. E não entre Deus e os santos ou Maria. O presente texto anula toda e qualquer oportunidade de se pedir aos santos ou Maria para que estes peçam a Jesus para ele pedir ao Pai. Tornando-se um preceito absoluto.

Entre Deus e os homens há um grande abismo intransponível! Ninguém pode ir diretamente ao Pai senão por Cristo (48). Jesus é a “ponte” que liga o homem a Deus. Cristo já é o intercessor (49). Devemos ir diretamente a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (50). E mais, só Jesus é chamado de Sumo sacerdote e mediador (51). Não há uma referência bíblica tratando outra pessoa na Nova Aliança como Sumo sacerdote e Mediador dessa aliança.

Jesus recebeu todo o poder para ouvir nossas preces (52). A expressão “em meu nome” usada por Cristo, aparece 18 vezes no Novo Testamento (na versão ARA). Usar o nome de outras pessoas para preces serem ouvidas é negar tudo o Cristo oferece. É dizer que a intercessão dele precisa de um reforço ou complemento dos santos que já morreram e nem ressuscitaram. E onde se encontram não podem fazer nada por ninguém (53). Para que um “santo” católico fosse mediador ou intercessor da Nova Aliança, teria que ter duas naturezas: uma divina e humana. Ser Deus como Jesus (54) e homem como Ele foi (55). Nisso, todos os santos são incompletos, inclusive Maria.

A intercessão de Cristo é suficiente. Isso significa dizer que não precisamos de outros intercessores ou medianeiras para complementar. Por isso que os reformadores declararam: “Solus Christus” (Somente Cristo).

CONCLUSÃO

A Igreja de Roma contribui em levar o povo a uma religiosidade pagã. Por intermédio dos seus dogmas a população é estimulada a praticar coisas que transgridem a Palavra de Deus e não há um mínimo de esforço do magistério da igreja para remoção destes ensinos espúrios ou se quer de dar uma orientação à população. Pelo contrário, as literaturas, estatuetas, velas, rezas e canções expostas em suas livrarias, altares e estandes de suas paróquias são verdadeiros estimulantes da imaginação, perversão e sincretismo popular.

ÍNDICE DE CONCORDÂNCIA BÍBLICA:

(1) 1João 1.9; Hebreus 8.12; 10.17-18; Gálatas 2.16,21; Isaías 53.5; 64.6; (2) Hebreus 9.24-26; 10.8-12; (3) 1Coríntios 3.11; (4) Salmos 91.1; (5) 1Timóteo 2.5; (6) Salmos 59.16; (7) Isaías 43.11; Atos 4.12; (8) Êxodo 20.1-5; Isaías 42.8; 1Coríntios 8.4; (9) Efésios 4.5; (10) Romanos 11.36; Clossenses 1.16b; (11) Isaías 42.8; (12) Gálatas 4.8; (13) Êxodo 20.3; (14) João 13.13; (15) Efésios 4.5; Judas 4; (16) João 1.42; (17) Isaías 28.16; Zacarias 10.4 e Salmos 118.22; (18) Mateus 16.16; (19) 1Pedro 2.4,5; (20) Mateus 16.15; (21) idem v.16; (22) idem v.17,18; (23) 1Pedro 5.4; (24) Mateus 18.18; (25) Atos 2.47; (26) Atos 20.28; (27) 1Pedro 5.2; (28) 1Coríntios 15.3-11; 9.1-3; Gálatas 1.1; (29) Efésios 5.23; (30) Idem 4.11-13; (31) idem v.11; (32) Marcos 10.43; (33) idem v.35-42; (34) João 21.17; (35) Efésios 4.15; (36) Atos 4.12; Isaías 43.11; (37) João 14.6; 17.3; 1João 5.20; (38) João 8.31; 13.35; 15.8; Mateus 5.13-16; Tiago 1.22-25; (39) Mateus 5.20; (40) Apocalipse 15.4; Jó 15.15,16; (41) Romanos 3.23; 5.12; Salmos 51.5; (42) Romanos 6.23; 1João 1.10; (43) 1Tessalonicenses 5.23; 1Coríntios 1.2; 6.11; Hebreus 2.11; 10.10; (44) Romanos 3.22,23; Jó 15.15,16; (45) Gêneses 3.1-23; (46) Romanos 5.12; (47) 1Timóteo 2.5; (48) João 14.6; (49) Hebreus 7.25; (50) Mateus 11.28; (51) Hebreus 9.11,12,15; (52) Mateus 28.18; 1João 2.1; Hebreus 7.23-27; Mateus 18.20; (53) Jó 7.9,10; Eclesiastes 9.5,6; Salmos 115.17; Lucas 16.19-31; (54) João 1.1; (55) idem 1.14.

FONTES UTILIZADAS:
Por Amor aos Católicos Romanos, Chick Publications, por Rick Jones
Série Apologética volume I, editora ICP
Coleção Revista Defesa da Fé – editora ICP
Seitas e Heresias, editora CPAD, Raimundo F. de Oliveira
Resposta às Seitas – Editora CPAD, por Norman Geisler e Ron Rhodes
O Apóstolo Pedro foi Papa? Editora Vida Cristã, James M. Tolle
Bíblia eletrônica Standard 2G
Bíblia eletrônica Oline 3.0 versão ARA c/ léxico grego e hebraico. Bíblia hebraica, grega e LXX.
Enciclopédia eletrônica Mundo Bíblico.
Catecismo da Igreja Católica – Edição Típica Vaticana. Edições Loyola, 1997.

Es o espiritismo.....

O espiritismo é, sem dúvida, uma das heresias que mais cresce no mundo hoje. O ser humano sente a necessidade de sair em busca de Deus, no entanto essa busca nem sempre leva ao caminho da vida (Pv.14.12). Muitas vezes o que leva ao homem a procurar o espiritismo é a saudade que ele tem de seus parentes falecidos (esposas, esposos, filhos, primos, tia, avó, e etc.). Isto acontece porque o espiritismo alimenta o ensino da comunicação com os mortos.

Alheio a Palavra de Deus (a Bíblia Sagrada) e divorciado da comunidade cristã, o espiritismo tem se escondido por trás de uma couraça filosófica e com um linguajar de "cristão". Contudo, negam os fundamentos da fé cristã e no seu acervo de ensinos se comprova que é uma religião.

RESUMO HISTÓRICO

O espiritismo, enquanto tentativa de contato com os mortos, faz parte da tradição de vários povos, como os egípcios, caldeus, assírios, etc. O espiritismo que hoje se expande no Brasil e no mundo nada mais é do que a continuação da necromancia e do ocultismo praticado pelos povos antigos. O espiritismo deriva de religiões tais como o Animismo, hinduísmo e budismo. Porém, em sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu ressurgimento se deve a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, de Hydeville, Estado de Nova Iorque.

Em Dezembro de 1847, Margaret e Kate, respectivamente de 12 e 10 anos (conhecidas como as irmãs Fox), começaram a ouvir pancadas em diferentes pontos da casa onde moravam. A princípio julgaram que esses ruídos fossem produzidos por ratos e camundongos que infestavam a casa. Porém, quando os lençóis começaram a ser arrancados das camas por mãos invisíveis, cadeiras e mesas tiradas dos seus lugares, e uma mão fria tocou no rosto duma das meninas, percebeu-se que o que estava acontecendo eram fenômenos sobrenaturais. A partir daí, as meninas criaram um meio de comunicar-se com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com um determinado número de pancadas.

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagaram-se sessões espíritas por toda a América do Norte. Na Inglaterra, porém, a consulta dos mortos já era muito popular entre as camadas sociais mais elevadas. Por conseguinte, os médiuns norte-americanos encontraram ali solo fértil, onde a semente do supersticionismo espiritista haveria de ser semeada, nascer, crescer, florescer e frutificar. Na época, outros países da Europa também foram visitados com sucesso pelos espíritas norte-americanos.

Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espiritistas. Léon Hippolyte Rival (o verdadeiro nome de Allan Kardec), nascido em Lião, em 1804, filho de um advogado, tomou o pseudônimo de Allan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação dum poeta celta com esse nome. Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou O Livro dos Espíritos, que muito contribuiu na propaganda espiritista. Dotado de inteligência e inigualável sagacidade, estudou toda literatura afim disponível na Inglaterra e nos Estados Unidos, e dizia introduzir no espiritismo a idéia da reencarnação. De 1861 a 1867, publicou quatro livros: Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e Gênesis. Homem dotado de características físicas e mentais de grande resistência, Allan Kardec foi apóstolo das novas idéias que haveriam de influir na organização do espiritismo. Fundou A Revista Espírita, periódico mensal editado em vários idiomas. Ele mesmo assentou as bases da “Sociedade Continuadora da Missão de Allan Kardec”. Morreu em 1869.

SUBDIVISÕES DO ESPIRITISMO

O movimento compreende a várias tendências ou manifestações as quais iremos ver a seguir. Embora consideremos o espiritismo igual em toda a sua maneira de ser, os próprios espíritas preferem admitir haver diferentes formas de espiritismo, assim classificamos e sintetizamos abaixo:

ESPIRITISMO COMUM

· Quiromancia – Adivinhação pelo exame das linhas das mãos. O mesmo que “quiroscopia”.
· Cartomancia – Adivinhação pela decifração de combinações de cartas de jogar.
· Grafologia – Estudo dos elementos normais e principalmente patológicos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.
· Hidromancia - Arte de adivinhar por meio da água.
· Astrologia - Estudo e/ou conhecimento da influência dos astros, especialmente dos signos, no destino e no comportamento dos homens; também conhecida como “uranoscopia”.

BAIXO ESPIRITISMO

· Vodu - Culto de negros antilhanos, de origem animista, e que se vale de certos elementos do ritual católico. Haiti.
· Candomblé - Religião dos negros ioruba, na Bahia.
· Umbanda - Designação dos cultos afro-brasileiros, que se confundem com os da macumba e dos candomblés da Bahia, xangô de Pernambuco, pajelança da Amazônia, do catimbó e outros cultos sincréticos.
· Quimbanda - Ritual da macumba que se confunde com os da umbanda.
· Macumba - Sincretismo religioso afro-brasileiro derivado do candomblé, com elementos de várias religiões africanas, de religiões indígenas brasileiras e do catolicismo.

ESPIRITISMO CIENTÍFICO

· Ecletismo - Sistema filosófico que não segue sistema algum, escolhendo de cada um a parte que lhe parece mais próxima da verdade.
· Esoterismo - É a possessão de conhecimento ou verdades que permanecem ocultos ou velados para os que não foram designados a recebê-los.
· Teosofismo - Conjunto de doutrinas religio-filosóficas que têm por objetivo a união do homem com a divindade, mediante a elevação progressiva do espírito até a iluminação. Iniciado por Helena Petrovna Blavastky, mística adepta do budismo e do lamaísmo.
· Kardecismo - É o que está filiado à Federação Espírita Brasileira e para o qual Allan Kardec é considerado o Mestre Divino.

DIVISÕES DO ESPIRITISMO NO BRASIL

Além do Espiritismo Kardecista que é o maior grupo, temos também aqui no Brasil:

* A Legião da Boa Vontade - Embora não filiada à FEB, aceita a idéia de Alziro Zarur, segundo a qual ele era a reencarnação de Kardec. Não crê que Cristo tivesse corpo real e humano, seguindo a linha de pensamento de João Batista Roustaing.
* Racionalismo Cristão - Fundado em 1910 por Luiz de Mattos. Luiz José de Mattos nasceu em Portugal, em 03/01/1860. É panteísta e fala de Deus como “O Grande Foco”, “Inteligência Universal”. Possui templos suntuosos em várias regiões de São Paulo.
* Cultura Racional - Fundada por Manoel Jacintho Coelho em 1935, no Rio de Janeiro (Méier), mas divulgada a partir de 1970, quando alcançou fama nacional. Aceita a metempsicose (Transmigração da alma até mesmo para seres inferiores).
* Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento - Fundado em 1909, pelo Sr.Antônio Olívio Rodrigues. Possui espalhados pelo Brasil milhares de tattwas, ou centros. Aceita a doutrina reencarnacionista.
* Ordem Rosacruz - Com suas várias organizações, destacando-se a AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis). Semelhantemente há fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a FRC (Fraternidade Rosae Crucis) de Clymer, a FRA (Fraternidade Rosacruciana Antíqua) de Krumnheller (Igreja Gnóstica) e a Ordem Cabalística de Rosacruz (Igreja Expectante) do Sr.Léo Alverez Costet de Mascheville.
* Outros - Finalmente, poderíamos agrupar aqui as sociedades teosóficas e as seitas orientais japonesas, como Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikaru, Perfetc Liberty e as seitas orientais provindas do hinduísmo, como o movimento Hare Krishna e Meditação Transcendental, a Nova Era, e outras, todas adeptas do reencarnacionismo.

PSEUDOS CRISTÃOS

O espiritismo usa uma traiçoeira propaganda de “cristãos”. Arroga para si a condição de ser o autêntico cristianismo. Mas na verdade são lobos vestidos de ovelhas. Assim dizem: “Se o cristianismo sobreviver, o espiritismo deve morrer; e se o espiritismo tiver de sobreviver, o cristianismo deve desaparecer. São a antítese um do outro...” (Mind and Matter, Junho de 1880).
A verdade é que o espiritismo nunca mostra a sua face, assim como o Diabo. Ele se esconde por trás das “boas” apresentações, e nada mais é atraente do que usar o slogan de “cristão”.

E continuam: “A doutrina espírita nos ensina a praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples. Assim, o espírita procura ser um bom cristão. Ele sente que precisa combater seus próprios defeitos e praticar os ensinamentos de Jesus” (O Espiritismo em Linguagem Fácil, p.61).
Para “praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples”, em primeiro lugar, seria preciso que o espiritismo tivesse sua base na Bíblia e suas crenças fossem as mesmas do cristianismo. O espiritismo usa falsa propaganda quando afirma essa outra mentira.

Allan Kardec afirma que os espíritas são os mais genuínos cristãos. Para isso aplica duas estratégias: “É preciso que nos façamos entender. Se alguém tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina, ainda que falsa, é necessário que o desviemos dessa convicção, porém pouco a pouco. Eis porque nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos a impressão de partilhar de suas idéias, a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco” (“O Livro dos Médiuns”, Ltda., 1985, p.495).

O texto acima tira a máscara cristã que Allan Kardec pretende dar ao espiritismo:
a) primeiro, “nos servimos... de suas palavras”;
b) segundo, “damos a impressão de partilhar de suas idéias”.

Com que propósito? “A fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco”. Assim para atingir seu objetivo, elogia Jesus Cristo, mas logo em seguida faz seus duros ataques aos ensinamentos cristãos e se vê no direito de remover da Bíblia o que ela diz contra o espiritismo e acrescentar na Bíblia o que eles pensam. Estes são verdadeiros falsos profetas conforme Jesus adverte, em Mateus 7.15.

CONSULTA AOS MORTOS

Com base nas palavras de Dt.18.9-14 no seu livro “O céu e o Inferno”, aduz Allan Kardec: “...Moisés devia pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo”. Porém a verdade é que Deus condena a invocação de mortos: “Não se achará entre ti... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR." (ibidem, 10-12) Alegar que Moisés se punha aos costumes pagãos dos cananeus por razões simplesmente políticas, como afirma Allan Kardec, atesta a completa ignorância do espiritismo quanto às Escrituras Sagradas.

A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com os mortos. Prova que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Nestas tentativas havia muito embuste, mistificações, mentiras, farsas e manifestações de demônios. É o que acontece hoje nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores manifestam-se, identificando-se com pessoas amadas que faleceram. Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários para camuflar suas verdadeiras intenções (1Tm.4.1; Jo.10.10; 1Pe.5.8).

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida (Is.8.19,20). Pelo testemunho geral das Escrituras os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na Terra. Consulte os seguintes textos: Ec.7.2; 9.5,6; Sl.88.10-12; Is.38.18,19; Jó 7.9,10.

Os textos supracitados mostram que após a morte o espírito humano não poderá voltar à vida terrena, e que nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos que ainda estão na Terra.

No desespero de encontrar apoio da Bíblia Sagrada os espíritas recorrem ao texto de 1Sm.28 para alegar a prática de consultar os mortos, Saul e a feiticeira de En-Dor. No entanto vamos ver algumas provas que não era com Samuel que Saul estava conversando:

a) Saul fora rejeitado por Deus em razão da sua desobediência (1Sm.15.23), e “o Espírito do Senhor se retirou de Saul ”(1Sm.16.14). Por isso mesmo, Deus não mais lhe respondia (1Sm.28.6). Deus se comunicava com os homens através de três maneiras: por sonhos (Jó.33.14-17); por revelação sacerdotal (Êx.28.30); por intermédio dos profetas (Hb.1.1). Ora, se Deus recusara-se a atendê-lo pelas vias normais, por que o faria pelas vias que Ele próprio condenava? Mudança de idéia a respeito de Saul ou em relação à feitiçaria? É óbvio que não! E se Ele não mudou de idéia, quem apareceu a Saul com certeza não foi o profeta Samuel.
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b) Se fosse Samuel, como profeta de Deus, ele não teria errado. Em todas as suas palavras que proferira em nome do Senhor nunca errou (1Sm.3.19). Como é que depois de morto, aparece à uma feiticeira (contrariando a lei de Deus) e prediz que Saul seria entregue nas mãos dos filisteus( 1Sm.28.19), o que não aconteceu ? Saul se suicidou (1Sm.31.4), e seu corpo veio parar mais tarde nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (1Sm.31.11-13).
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c) Não morreram todos os filhos de Saul como o pseudo-Samuel falara (1Sm.28.19). Ficaram vivos pelo menos três filhos de Saul: Isbosete (2Sm.2.8-10); Armoni e Mefibosete (2Sm.21.8). Apenas três morreram, como está registrado em 1Sm.31.6 e 1Cr.10.2-6. O suposto Samuel disse a Saul, “...amanhã, tu e teus filhos estareis comigo” (1Sm.28.19). Saul ao suicidar-se não foi para o mesmo lugar que Samuel (1Cr.10.13; Lc.16.19-31). Logo, quem falou com Saul não foi Samuel.
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d) É inaceitável que Samuel, homem reto e santo enquanto vivo, depois de morto viesse a obedecer a uma feiticeira, mulher abominável, numa prática proibida por Deus (Êx.22.18; Lv.20.27; Dt.18.9-12; Is.8.19,20; 47.11-15).
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e) Em 1Sm.28.13, a mulher diz: “Vejo deuses que sobem da terra”. Quem eram? Só podiam ser deuses do inferno (Mc.5.9; Lc.8.30; Ap.13.11; 12.9). O diabo pode transfigurar-se em anjo de luz (2Co.11.14,15; 1Sm.16.23). Pois os mortos não se comunicam com os vivos (Lc.16.19-31; Hb.9.27). E mais, Saul não viu Samuel. De acordo com a descrição da médium, foi ele mesmo que supôs que o personagem descrito era Samuel (1Sm.28.14 e veja 1Cr.10.13).

A TEORIA DA REENCARNAÇÃO

O espiritismo ensina em resumo que reencarnação é a volta da alma (ou espírito) à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo. Ensina que a morte é apenas um meio de ir ao mundo espiritual e a reencarnação um meio de retornar ao mundo físico.

Essa vida passa a ser tida como uma expiação. O que sofremos é justo; foi merecido por nós, nesta ou noutras encarnações. Pois bem, quando um homem mal fere o outro, quando um ladrão furta, quando o capanga mata, nada mais são que instrumentos da justiça divina. Portanto a reencarnação passa a ser um meio de purificação dos pecados dos espíritas.

Refutação Bíblica: Este ensino de justiça de “matar, roubar e destruir” é muito parecido com as obras do Diabo (Jo.10.10). Como fica este tipo de comportamento perante o ensino de Jesus Cristo? (Mt.5.21,22,38,39,44). Quando nos arremetemos contra alguém, expomo-nos a fazer sofrer um inocente. A doutrina espírita, por sua vez, defende que só fazemos sofrer quem merece. Porém o verdadeiro problema, o mal em todas as suas formas, o pecado, a verdadeira causa do sofrimento e da injustiça permanece sem tratamento; não é resolvido em absoluto, apenas é perpetuado indefinidamente. Uma maldade exige outra em compensação, e a outra mais outra, e assim sucessivamente.

Pela Bíblia, só existe um meio de expiação ou reparação do pecado: O sacrifício de Jesus Cristo. Sim, quando ele estava nas ânsias de sua crucificação e morte, pediu ao Pai que se houvesse outro meio de expiação do pecado, falha, erro do homem, que ele o livra-se da morte (Mt.26.39). No entanto Deus deu a seu filho a morte de cruz, provando que não havia outro meio de purificação do homem a não ser pelo derramamento de sangue, o sangue de um inocente, Jesus Cristo (Rm.5.8,9; 1Jo.2.2; 1Pe.1.18,19; Hb.9.14,22,24-26). Se existisse reencarnação Deus não teria entregado seu filho ao mundo (Jo.3.16).
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O sacrifício de Jesus feito uma só vez apaga os nossos pecados quando confessados a Ele (1Jo.1.9,10). Para isso é necessário o arrependimento (At.3.18,19) e com o arrependimento vem a reparação, ou como nós chamamos “santificação”. Causando assim no homem um “novo nascimento”. (1Pe.1.23; 2Co.5.17; Gl.6.15; Jo.3.3). Não existe uma pluralidade de existência (em corpos) com um só espírito, pois a Palavra de Deus é clara em dizer que está determinado por Deus o homem morrer uma só vez, depois segue-se o juízo sobre o espírito humano, essa é a regra (Hb.9.27). Se existe exceções é para os casos de ressurreição por intervenção do milagre, para a glória de Deus. A Bíblia registra casos de ressurreição tais como: a do filho de viúva de Serepta (1Rs.17.19-22), o filho da sunamita (2Rs.4.32-37), o defunto que foi lançado na cova de Eliseu (2Rs.13.21), a filha de Jairo (Mc.5.21-23, 35-43), o filho da viúva de Naim (Lc.7.11-17), Lázaro (Jo.11.1-46), Dorcas (At.9.36-43).

O espírito vai para Deus quando acontece a morte (como “separação” do espírito do corpo) e assim segue-se o juízo sobre a sua vida (Ec.12.7 e Mc.16.16; Jo.3.18). Por isso, sabiamente, os espíritas não acreditam na expiação de Jesus, nem na queda do homem, nem na deidade de Jesus, nem no céu e nem no inferno, a fim de manter viva a crença nesta doutrina absurda e falível. Pois a existência destas doutrinas ameaça a teoria da reencarnação?

HÁ DIFERENÇA DE RESSURREIÇÃO PARA REENCARNAÇÃO

A Bíblia jamais faz qualquer referência à palavra “reencarnação”, tampouco a confunde com a palavra “ressurreição”. Segundo o dicionário Escolar de Língua Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, “reencarnação” é o ato ou efeito de reencarnar pluralidade de existências com um só espírito; enquanto que a palavra “ressurreição”, no grego, é “anástasis” e “égersis”, ou seja: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma situação para outra. No latim, “ressurreição” é o ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se. Biblicamente, entende-se o termo “ressurreição” como o mesmo que ressurgir dos mortos, em outras palavras, é o retorno da alma e do espírito ao mesmo corpo. Que pode acontecer por um milagre (João 11.38-44) e que vai acontecer por ocasião da vinda de Cristo (1Tessalonicenses 4.16). A diferença é que o primeiro caso o espírito-alma volta para um corpo “mortal”, já o segundo para um corpo imortal (1Coríntios 15.53).

Os espíritas não acreditam na ressurreição dos mortos porque o corpo é absorvido e disperso pela natureza, e é impossível materialmente recompor os elementos desse corpo. Entretanto, acreditam em vidas em outros planetas e também em espíritos. Ou seja, quando um ensinamento bíblico põe em contradição seus ensinos julgam-no cientificamente. Mas quanto aos seus ensinos julgam pela fé. A ressurreição na Bíblia é figurada como uma semente, toda semente lançada em terra, pela lei da vida deve ressurgir (leia 1Co.15.42-44). Aproveitando o ensejo vamos citar apenas dois casos de mortos que foram levantados dentre os mortos após quatro e três dias de sepultados:

Nome da pessoa morta: Lázaro, Jo.11 :
a) Estava morto (vv.14,21,32,37);
b) Estava sepultado já havia quatro dias (vv.17);
c) Já cheirava mal (v.39);
d) Ressuscitou ainda amortalhado (v.44);
e) Ressuscitou com o mesmo corpo e mesma aparência que possuía antes de morrer (v.44).

Nome da pessoa morta: Jesus Cristo
a) Os soldados romanos testemunharam que Cristo estava morto (Jo.19.33);
b) José de Arimatéia e Nicodemos sepultaram-no (Jo.19.38-42);
c) Ele ressuscitou no primeiro dia da semana (Lc.24.1-7);
d) Mesmo após ressuscitado, Ele ainda portava as marcas dos cravos nas mãos, para mostrar que seu corpo, agora vivo, era o mesmo no qual sofrera a crucificação, porém, glorificado (Lc.24.39; Jo.20.27).

JOÃO BATISTA ERA ELIAS REENCARNADO?

Ele mesmo respondeu: “Não sou” (Jo.1.21), e logo, se reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existências com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que nunca morreu. Ora, João Batista não era a reencarnação de Elias, pois ele não morreu. Foi arrebatado vivo ao Céu (2Rs.2.11). E se João Batista fosse Elias reencarnado, no momento da transfiguração de Cristo, teriam aparecido Moisés e João Batista, e não Moisés e Elias (Mt.17.3). A citação de Cristo em Mt.11.14 é apenas uma alusão a uma profecia registrada em Ml.4.5.

NASCER DE NOVO É REENCARNAR? (Jo.3.3,5)

Não, a expressão “nascer de novo” (do grego anothen) significa nascer do alto, nascer de cima, por obra e graça do Espírito Santo, mediante a Palavra (Jo.15.3; Ef.5.26). De acordo com Bíblia, novo nascimento é o mesmo que regeneração (Tt.3.5) e não reencarnação. Jesus estava falando da regeneração, uma mudança interior que diz respeito conversão do pecador, nunca se referiu a mudança de corpo ou passagem da alma de um corpo para um novo. Ora, daí o equívoco de Nicodemos, ele pensava que o homem depois de velho viesse a renascer fisicamente, no que foi logo dissuadido pelo Senhor (1Co.6.11; Ef.4.23,24; Cl.3.9,10; Tt.3.3-6).
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Não existe a palavra “reencarnação” no grego neotestamentário. Os seguidores desta heresia tentam encontrar desesperadamente similaridades em algumas palavras para fugirem do vazio bíblico sobre o assunto. O que é um paradoxo, pois se negam a inspiração divina da Bíblia, pra quê provar algo nela? Entretanto, sugerem, por exemplo, a palavra “paliggenesia” presente em Tito 3.5 que significa “novo nascimento”, “reprodução”, “renovação”, “regeneração”. Uma colocação simplória totalmente fora do contexto e do significado da palavra. Onde nem se encontra presente a palavra “alma” (do N.T. grego “psuche”) na estrutura da palavra. Por exemplo, a palavra “transmigração” (metempsychosis), que é uma heresia muito parecida com a reencarnação, pois acredita que a alma dos mortos reencarna, a diferença básica é que em animais. Observe que a formação desta palavra nasce do seu conceito: “metem” (transporte) + “psychosis (alma). Isso não ocorre com nenhuma palavra grega surrupiada do N.T. grego pelos defensores da heresia reencarnacionista.

Interpretando a citação de Tito 3.5:

“não por obras de justiça praticada por nós....”. Em primeiro lugar, temos aqui uma clara refutação bíblica a heresia reencarnacionista que se baseia em obras.

“... ele nos salvou mediante o lavar regenerador [paliggenesia] e renovador [anakainosis] do Espírito Santo”. Em segundo lugar, as atribuições deste fenômeno espiritual são dadas ao Espírito Santo, um ser pessoal (Efésios 4.30) e divino (Atos 5.3,4), citado por Jesus como consolador (parakletos: alguém que pleiteia a causa de outro, intercessor). Ele “renova” (paliggenesia) e “restaura” (anakainosis) os pecadores e não “reencarna”. O papel do Espírito Santo é transformar a vida dos pecadores (João 16.8). Paulo estava dizendo que o Espírito Santo mudara tanto a sua vida como a de Tito. E que eles eram salvos por essa causa.
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Veja o contexto: “que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”. Ou seja, que o Espírito Santo (ele) fez (derramou sobre) com eles (Paulo e Tito) por intermédio de Jesus. (Tito 3.6).

QUEM PECOU, ESTE OU SEUS PAIS, PARA QUE NASCESSE CEGO? (Jo.9.2)

Os espíritas usam versículos da Bíblia para apoiarem suas idéias absurdas e heréticas. A argumentação espírita diz: “Essa pergunta (de Jo.9.2) prova que os apóstolos acreditavam na reencarnação”. Porém na tradição judaica acreditava-se que a criança no ventre da mãe já poderia cometer o pecado de idolatria, quando esta adorava deuses pagãos, daí o porquê dos discípulos perguntarem quem teria pecado. É certo que longe estava Cristo de partilhar tais idéias (nem a suposição espírita e nem a teoria judaica de maldição hereditária). Ele respondeu: “Nem ele pecou nem seus pais; mais isto aconteceu para que se manifestem nele as obras de Deus.” (v.3).

A resposta de Jesus arrasa os alicerces de toda a construção reencarnacionista, baseada na opinião de que toda a infelicidade, todo sofrimento, decorre do pecado pessoal. Há contrariedades e sofrimentos que Deus envia simplesmente para que sejam manifestas suas obras e que suas criaturas sejam preparadas para eternidade.

CONCLUSÃO

O espiritismo é nada mais nada menos que um relacionamento íntimo e progressivo com demônios e anjos caídos, mantendo uma grande simpatia e prestando um grande serviço para o líder deles: Satanás. Onde “reencarnação” é sinônimo de “possessão demoníaca”, “médium” é sinônimo de “instrumento do Diabo”, “mediunidade” é a “manifestação de demônios” e “invocação dos mortos” é “invocação de espíritos malignos ou de demônios”.

Porventura não temos os ensinos verdadeiros de Jesus?

a) Jesus ensinou a unicidade da vida (Lc.16.19-31). Ao contrário do espiritismo que ensina a pluralidade da existência;
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b) Jesus ensinou a existência de um lugar de tormento eterno (Mt.25.41,46). Ao contrário do espiritismo que ensina o progresso contínuo depois da morte até a perfeição;
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c) Jesus ensinou a nossa redenção por sua morte e ressurreição (Mt.20.28; 26.26-28). Ao contrário do espiritismo que ensina a expiação própria e aperfeiçoamento por méritos pessoais;
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d) Jesus ensinou a ressurreição final de todos os homens (Jo.5.28,29). Ao contrário do espiritismo que ensina o estado final como espírito puro.

O fato é que a prática do espiritismo de "consultar aos mortos", "macumba", "simpatia", "advinhação" etc., são práticas condenáveis por Deus e são abomináveis a ele:
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"Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti". Deuteronômio 18.9-12
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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo (Editora Vida);
Seitas e Heresias (editora CPAD);
Desmascarando as Seitas (Idem);
Bíblia Online 3.0 (SBB).