quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dez Razões Que Provam Que as Testemunhas de Jeová Não São de Deus

A Bíblia diz-nos que devemos testar tudo. (1 Tessalonicenses 5:21) Ao longo dos anos eu testei as Testemunhas de Jeová. Fui criado nessa religião e os meus pais, avós e bisavós eram Estudantes da Bíblia ou Testemunhas de Jeová. Estou feliz por já não ser membro da comunidade conhecida como Testemunhas de Jeová porque não acredito que os ensinos delas sejam religiosos, nem cristãos.

Alguns talvez perguntem: “Bem, porque é que não permaneceu lá para tentar mudar o movimento?” Muitos de nós tentaram fazer isso, mas foi impossível, do mesmo modo que foi impossível para os cristãos primitivos reformar o Judaísmo dos seus dias. Nós fomos expulsos das sinagogas. Portanto, para avisar outras pessoas e para refutar algumas das alegações disparatadas feitas por apologistas das Testemunhas de Jeová, neste artigo apresento razões concretas porque penso que a fé das Testemunhas de Jeová é estéril, não-cristã. Embora até seja possível encontrar Cristo entre algumas Testemunhas de Jeová, a mentalidade dessa comunidade é basicamente anti-cristã.

Portanto, aqui estão algumas razões históricas porque as Testemunhas de Jeová, dirigidas pela Watchtower Bible and Tract Society, não são de Deus:



Ponto 1
As Testemunhas de Jeová ensinaram continuamente falsas profecias desde o início do seu movimento.

· Afirmaram falsamente que o fim do mundo atual, ou sistema de coisas, viria em 1914 e 1925. Deixaram repetidamente implícito que o mundo acabaria em 1975.

· Disseram que os santos (o restante dos 144.000) seriam levados para o céu em 1878, 1881, 1914, 1918 e 1920.

· Entre 1925 e 1950, ensinaram que os príncipes da antiguidade (os antepassados de Jesus) regressariam na ressurreição antes da batalha do Armagedom.

· Ensinaram durante muito tempo que o “fim derradeiro” viria em 1914. Quando isso não aconteceu, eles passaram a dizer que o fim viria antes de desaparecer a geração que estava viva em 1914. Agora também mudaram isto.



Ponto 2
As Testemunhas de Jeová afirmam que a luz aumenta mais e mais. De facto, elas mudaram certas doutrinas para trás e para a frente muitas vezes.

· Em 1880 Russell disse que a Igreja não estava sob o novo pacto. Em 1881 disse que estava. Em 1907 disse outra vez que não estava. Como resultado disto, ocorreu o Cisma [divisão] do Novo Pacto, que incluiu alguns dos familiares de Russell. Mais tarde, Rutherford recuou exatamente para a posição defendida pelos New Covenanters [os dissidentes que defendiam que a igreja estava sob o novo pacto].

· A organização mudou a sua posição muitas vezes sobre quem seria e quem não seria ressuscitado. Os pobres habitantes de Sodoma ora são ressuscitados ora são enviados para a Geena, com intervalos de poucos anos.

· A organização vacilou vez após vez em assuntos médicos, muitas vezes com conseqüências sérias para as vidas e saúde das Testemunhas de Jeová. Vejam-se, por exemplo, as muitas posições diferentes acerca das vacinas, dos transplantes de órgãos e do sangue.

· A organização andou para trás e para a frente na questão do serviço alternativo.

· A organização agora defende que os Poderes Mais Altos ou Autoridades Superiores mencionados em Romanos capítulo 13 são os governantes seculares das nações, exatamente como Russell e a maioria das igrejas defenderam. Rutherford teve uma nova luz acerca deste assunto em 1929 que lhe disse que as Autoridades Superiores eram Jeová Deus e Cristo Jesus.



Ponto 3
A organização das Testemunhas de Jeová nem sempre afirmou ser guiada pelo espírito. Nos dias de Russell, o pastor acreditava que ele e o restante ungido eram a Igreja e eram guiados pelo espírito. Mas quando Rutherford tomou o poder, ele argumentou que como Cristo veio ao Templo em 1918 e estava a governar, o espírito santo já não estava presente com o restante. Rutherford ensinou que recebia mensagens ou “flashes de luz no Templo” que vinham dos tronos de Jeová e de Cristo. Dizia também que “novas verdades” eram-lhe reveladas pessoalmente pelos anjos. Depois de ele morrer, Knorr e Franz regressaram ao ensino que diz serem as Testemunhas de Jeová dirigidas pelo espírito.



Ponto 4
As Testemunhas de Jeová foram muito além das Escrituras. Muitas leis que elas desenvolveram não têm nada a ver com as Escrituras: o registo do tempo gasto a pregar, a criação de uma forma hierárquica de governo, a desassociação [excomunhão] dos que fumam ou celebram o Natal e aniversários, muitas regras a respeito do que é próprio ou impróprio o casal fazer na cama, leis a respeito de votar, aceitar cargos públicos, etc., etc.



Ponto 5
Através da Watch Tower Society e de inúmeras declarações públicas, a liderança do movimento tem dito muitas vezes mentiras ultrajantes.

· Em 1894, tanto C. T. Russell como a esposa disseram que o seu casamento era muito harmonioso e que não havia problemas entre eles. Mais tarde, no momento em que se divorciaram, ambos admitiram que tinham existido problemas entre eles em 1894. E apesar disto eles amaldiçoaram vários trabalhadores da Casa da Bíblia [nome do Betel naquele tempo] por terem dito a verdade na publicação Harvest Siftings [Peneira das Colheitas].

· As declarações de Russell acerca de não ter mudado as suas doutrinas em 1909 durante o Cisma do Novo Pacto são pura e simplesmente escandalosas. Se ele acreditava no que disse, estava-se a enganar a si próprio em grande escala.

· Rutherford e companhia mentiram abertamente acerca da razão porque os 4 directores da Watch Tower foram afastados em 1917. A Watch Tower Society perpetua esta mentira até ao dia de hoje. Pode-se mostrar claramente que eles mentiram e ainda estão a mentir através das declarações que fizeram sob juramento no caso de tribunal United States vs. Rutherford et al..

· A Watch Tower tem mentido continuamente acerca da natureza das políticas que tinha na Alemanha Nazi em 1933. A Declaração publicada em Berlim em 1933 foi uma tentativa de colaboração [ou compromisso] com os Nazis, foi abertamente anti-semita, anti-britânica e anti-americana.

· Os ataques que a Sociedade fez contra várias pessoas que questionaram o comportamento dos seus líderes não foi outra coisa senão uma tirada contínua de mentiras. Foi isso que aconteceu em 1894, 1909, 1917, 1918, durante a guerra de Rutherford contra os anciãos eletivos no fim da década de 1920 e na década de 1930, e especificamente no caso de pessoas como Walter Salter, Olin Moyle, Carl Jonsson, Raymond Franz e muitos outros milhares de pessoas, incluindo eu próprio.



Ponto 6
As assim chamadas ‘comissões judicativas’ das Testemunhas de Jeová não operam com base nos princípios bíblicos, com os assuntos tratados de forma aberta e perante pessoas comuns como era o caso em Israel e nas congregações cristãs primitivas. As Testemunhas de Jeová seguem o exemplo do Santo Ofício da Inquisição e dos tribunais feitos à porta fechada, em segredo. Conseqüentemente, acontecem muitas injustiças perante estas ‘comissões judicativas.’



Ponto 7
A pesquisa da Watch Tower é infantil e muitas vezes é desonesta. É típico eles não citarem corretamente as fontes, fazerem citações fora do contexto e avançarem idéias que são completamente bizarras.

· A New World Translation [Tradução do Novo Mundo] contém uma enorme quantidade de argumentação tendenciosa e deturpações intencionais.

· Os artigos da Watch Tower sobre ciência são extremamente maus, e o material que publicam sobre assuntos tais como a evolução é notoriamente desonesto.

· Os trabalhos de tipo histórico feitos pela Watch Tower são ainda piores. O livro Proclamadores [editado em 1993] e o livro As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino são uma tentativa de se travestirem de historiadores profissionais para contarem a sua história. Pessoalmente, sinto-me ofendido pelo facto de ao mesmo tempo que me condenam como apóstata e vituperam as minhas publicações, apropriam-se livremente da minha informação e chegam até a usar o meu trabalho nos tribunais.



Ponto 8
As Testemunhas de Jeová ignoram as claras instruções bíblicas em Tiago e noutras partes do Novo Testamento a respeito de obras de caridade, como cuidar das viúvas, dos órfãos e do próximo. Vender revistas de porta em porta não enche barriga. Neste sentido, as Testemunhas de Jeová têm fé (tal como os demônios) mas não têm obras. Não passam de “címbalos barulhentos que retinem”.



Ponto 9
As Testemunhas de Jeová ensinam que, com exceção do restante ungido, são salvas através das obras em vez de ser pela fé. Mais ainda, é-lhes dito que só o restante tem Jesus Cristo como mediador. A vasta maioria é informada que não deve participar na comunhão [Ceia de Cristo]. Como lhes é dito que não são membros do corpo de Cristo, não nascem de novo e não são guiados pelo Espírito (exceto os membros do restante), em que situação se encontram as Testemunhas de Jeová? Romanos 8:9 (ACF) diz: “... Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. (Romanos 8:9)

Todo o que não tem o Espírito de Cristo, não lhe pertence.”



Ponto 10
As Testemunhas de Jeová tornaram-se conhecidas devido ao seu papel na destruição casamentos e nos casos de custódia de crianças. Nos tribunais dos Estados Unidos e do Canadá existem mais casos de custódia de crianças envolvendo Testemunhas de Jeová do que todos os outros casos de custódia de crianças (relacionados com religião) juntos. É óbvio que isto diz algo a respeito das Testemunhas de Jeová que não é particularmente atrativo.

Autor: M. James Penton (ex Testemunha de Jeová)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A ciência contra a razão

Aquilo que hoje se chama orgulhosamente de "ciência", pretendendo-se com isso designar a instância última e suprema no julgamento de todas as questões públicas e privadas, nem é uma entidade univocamente reconhecível, nem muito menos um conhecimento que tenha em si seu próprio fundamento.

A possibilidade da existência de algo como a "ciência" repousa numa variedade de pressupostos que nem podem ser eles próprios submetidos a teste "científico", nem muito menos fornecem qualquer base racional para dar à dita "ciência" a autoridade da última palavra não só nas questões gerais da existência humana, mas até no próprio domínio especializado de cada área científica em particular.

Só para dar um exemplo elementar, sem as palavras "sim" e "não" nenhum raciocínio lógico é possível. Nenhuma ciência pode nos dizer o que elas significam. Toda a lógica formal baseia-se nessas duas palavras, e a própria lógica formal não pode defini-las. Qualquer definição lógico-formal que se ofereça para elas será sempre puramente tautológica, nada dizendo em si mesma e baseando enfim toda a sua compreensão no apelo à experiência pessoal do ouvinte ou leitor. Se dizemos, por exemplo, que o sentido de "sim" é anuência, concordância, aceitação, etc, nada afirmamos exceto que dizer sim é dizer sim. Do mesmo modo, o "não" não pode ser definido como rejeição, impugnação, etc., pela simples razão de que o sentido dessas palavras consiste precisamente em dizer não. O único significado possível da palavra "sim" é o da responsabilidade moral integral que uma pessoa assume ao declarar alguma coisa. Essa responsabilidade, por sua vez, subdivide-se em graus que vão desde a disposição absoluta de morrer pelo que se diz até a mera aceitação provisória de uma hipótese para fins de argumentação, portanto também de refutação. O mesmo acontece com o "não". Não há como definir essas palavras senão mediante o apelo à responsabilidade pessoal tal como aparece no autoconhecimento subjetivo. Isso quer dizer, simplesmente, que todo emprego puramente lógico-formal desses termos, amputado da sua raiz na experiência moral humana, é apenas um uso convencional e hipotético que não permite distinguir se, no fim das contas, o "sim" quer dizer "sim" ou "não" e o "não" quer dizer "não" ou "sim".

Fenômeno idêntico acontece com inúmeros outros termos usados no raciocínio científico, como por exemplo “igualdade”, “diferença”, “causa”, “relação”, etc. Nenhuma ciência pode definir esses termos e também não o pode a metodologia científica se tomar como pressuposto a validade do conhecimento científico em vez de fundamentá-lo desde suas raízes. Podemos, é claro, fixar significados lógico-formais para essas palavras, bem como para muitas outras, mas somente como um recorte convencional operado em cima daquilo que elas significam na experiência humana responsável.

Também não teria sentido imaginar que essa dificuldade afeta apenas a expressão do conhecimento científico em palavras e não a substância mesma desse conhecimento. Ou os termos usuais da linguagem científica expressam o conteúdo mesmo e a própria estrutura do conhecimento científico, ou este último é em si um conhecimento indizível e místico cuja tradução em palavras permanece sempre externa, aproximativa e imperfeita.

Em suma, o conhecimento científico – e mais ainda aquilo que hoje se entende popularmente como tal – é uma subdivisão especializada da capacidade racional geral e tem nela o seu fundamento, não podendo julgá-la por seus próprios critérios. O que aqui se entende como "razão" não se resume também às capacidades usuais da linguagem coerente e do cálculo, pois ambas essas capacidades também não passam de especializações de uma capacidade mais básica. A razão é, em primeiro lugar, a capacidade de abrir-se imaginativamente ao campo inteiro da experiência real e virtual como uma totalidade e de contrastar essa totalidade com a dimensão de infinitude que a transcende imensuravelmente. O finito e o infinito são as primeiras categorias da razão, e não me refiro aos equivalentes matemáticos desses termos, que são apenas as traduções deles para um domínio especializado. Dessa primeira distinção surgem inúmeras outras como inclusão e exclusão, limitado e ilimitado, permanência e mudança, substância e acidente e assim por diante. Sem essa imensa rede de distinções e inclusões que constitui a estrutura básica da razão, o método científico seria um nada. É ainda mais estúpido imaginar que, uma vez formado historicamente, o método científico se tornou independente da razão e pode prescindir dela ou julgá-la segundo seus próprios critérios. É a razão, e não o método científico, que confere sentido ao próprio discurso científico, o qual por sua vez não pode dar conta dela no mais mínimo que seja. A "ciência" não pode jamais ser a autoridade última em nenhum assunto exceto dentro dos limites que a razão lhe prescreva, limites estes que por sua vez continuam sujeitos à crítica racional a qualquer momento e em qualquer circunstância do processo científico.

O objeto da razão é a experiência humana tomada na sua totalidade indistinta, só limitada pelo senso da infinitude. O objeto da ciência é um recorte operado convencionalmente dentro dessa totalidade, recorte cuja validade não pode ser senão relativa e provisória, condicionada sempre à crítica segundo as categorias gerais da razão que transcende infinitamente não só o domínio de cada ciência em particular, mas o de todas elas em conjunto.

Afinal, como se constitui uma ciência? Supõe-se que determinado grupo de fenômenos obedece a certas constantes e em seguida se recortam amostras dentro desse mesmo grupo para averiguar, mediante observações, experiências e medições, se as coisas se passam como previsto na hipótese inicial. Repetida a operação um certo número de vezes, busca-se articular os seus resultados num discurso lógico-dedutivo, estruturando a realidade da experiência na forma de uma demonstração lógica, evidenciando, ao menos idealmente, a racionalidade do real. Tudo isso é impossível sem as categorias da razão, obtidas não desta ou daquela experiência científica, nem de todas elas em conjunto, mas do próprio senso da experiência humana como totalidade ilimitada.

A experiência humana tomada como totalidade ilimitada é a mais básica das realidades, ao passo que o objeto de cada ciência é uma construção hipotética erigida dentro de um recorte mais ou menos convencional dessa totalidade. Essa construção nada vale se amputada do fundo desde o qual se constituiu. O apego à autoridade da "ciência", tal como hoje se vê na maior parte dos debates públicos, não é senão a busca de uma proteção fetichista, socialmente aprovada, contra as responsabilidades do uso da razão.

O mais evidente sintoma disso é a facilidade, a trêfega e saltitante mudança de canal com que os porta-vozes da “ciência” transitam das atenuações relativistas e desconstrucionistas, para as quais todos os discursos são válidos de algum modo, às proclamações absolutistas de “fatos científicos” imunes a toda discussão, tão sagrados que seus contestadores devem ser excluídos do meio universitário e expostos à execração pública. O culto da “ciência” começa na ignorância do que seja a razão e culmina no apelo explícito à autoridade do irracional.

fonte: Diário do Comércio, 7 de janeiro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/090107dc.html)

A Origem da Humanidade

Crianças, fila após outra, boquiabertas, olhos anciosos fitados num meio-homem cabeludo, clava na mão, ouvindo o seu líder de grupo repetir:

"Há quatro milhões de anos, uns poucos animais com aparência de macaco começaram a andar eretos, dando os seus primeiros e vacilantes passos em direção ao ser humano, O tempo, a probabilidade e a luta pela sobrevivência continuaram a nos moldar. Como Gari Sagan o colocou: Graças à morte de um número imenso de organismos levemente mal adaptados, eis nós aqui hoje com cérebro e tudo mais".

Ao longo da caminhada, grupos sociais tornaram-se a chave da sobrevivência, e a vida humana evoluiu quando o prazer do sexo foi oferecido em troca de comida e proteção.2 Agora nós estamos aptos a dirigir a nossa própria evolução futura, mas para evitar a extinção temos que entender as nossas origens e instintos animais. Verdadeiramente evolução é a ciência da sobrevivência humana.

O discurso continua, frequentemente repleto de especulação composta e detalhe sexualmente explícito, e sempre com uma propaganda subliminar: "ciência é salvação". Aos nossos filhos é repetidamente contada essa velha história nas revistas científicas, nos livros didáticos sobre ciência usados nos colégios, nos desenhos animados da TV, nos shows falados, nos noticiários especiais e documentários, e é claro, em museu após museu. Às vezes elas ouvem as palavras talvez, teoria ou pode ter sido, mas a força total da constante repetição do peritos no assunto não poderia ter sido melhor planejada para conquistar os nossos jovens e fazê-los crer que a evolução, é um fato igual a maçãs caindo das árvores".3

Quais porém são os fatos? Tragicamente, os fatos são virtualmente inacessíveis à maioria dos estudantes. Os museus raramente distinguem as partes reais das reconstruções, das imaginações artísticas nas suas exposições. Livros didáticos, enciclopédias, e artigos científicos de jornais, as fontes mais comuns dos estudantes, raramente comentam os fatos admitidos por uma conferência internacional dos principais evolucionistas, a saber, que os elos perdidos entre o homem e os macacos, como também supostos elos entre outros grupos de plantas e animais, ainda estão faltando (Veja ref. 3). De fato, é realmente só nas obras dos criacionistas que os estudantes podem obter uma visão científica crítica para os assim chamados fatos atrás das exposições evolucionistas dos museus, e ilustrações da nossa suposta árvore genealógica nos livros didáticos.4

Agora, graças a duas novas exposições, o Museum of Creation and Earth History do Institute for Creation Research (Instituto para Pesquisa da Criação) concede aos estudantes e outros visitantes uma visão precisa dos fatos concernentes à origem da humanidade. Uma das exposições destaca as réplicas em tamanho natural de famosos crânios fósseis, e a segunda inclui um filme e moldes de pegadas de dinossauro e pegadas iguais ás do homem, do Rio Paluxy no Texas. Os estudantes são animados a praticarem o seu conhecimento do processo científico, e a examinar todas as características e facetas de cada espécime. Os fatos que os evolucionistas citam são incluídos, mas da mesma forma também faltam assuntos da exposição ordinária, que só visa a evolução. Considere os seguintes como exemplos:
Os Neanderthais foram outrora descritos pelos evolucionistas como brutos com sombrancelhas proeminentes, tórax como barril e pernas tortas, um elo entre os macacos e o homem. Hoje é possível diagnosticar as várias doenças ósseas comuns aos Neanderthais, e sabemos que os criacionistas sempre estiveram certos nesse assunto: Os Neanderthais eram simplesmente pessoas completamente humanas.4

Infelizmente os Neanderthais não têm sido as únicas pessoas outrora consideradas subumanas por autoridades evolucionistas. O Dr. Downs chamava o bem-conhecido síndrome do Neanderthal de "idiotia mongolóide, porque pensava que as crianças nascidas com essa condição (um extra vigésimo-primeiro cromossomo) eram uma regressão ao estágio mongolóide na evolução humana.5 Ainda mais triste, Henry Fairfield Osborn certa vez argumentou que os cientístas imparciais classificariam a humanidade em várias espécies distintas, senão em gêneros diferentes. Dessa forma escreveu: "O padrão de inteligência do negro adulto comum (o qual o evolucionista Osborn colocou numa espécie subumana distinta) é em média similar a de um jovem de 11 anos da espécie Homo sapiens"6. Essas idéias, rejeitadas pelos evolucionistas atuais, foram, no entanto, os fatos da evolução no tempo de Osborn, e são cruciais para o entendimento dos eventos mundiais das décadas de 30 e 40.

Piltdown. Quase todos agora sabem que o homem Piltdown foi um logro deliberado. Mas por mais de quarenta anos, desde 1912 até 1950 a mensagem sutil da autoridade científica era clara Você pode crer em criação se você quiser, mas todos os fatos estão do lado da evolução. Os fatos neste caso, acabaram sendo os fragmentos da mandíbula de um macaco com os seus dentes limados e um crânio humano, ambos tingidos para fazê-los aparentar mais antigos.

Pelo menos o Piltdown responde a uma pergunta freqüentemente feita: Podem virtualmente todos os cientistas estarem errados sobre um assunto tão importante como as origens humanas?. A resposta, o mais enfaticamente possível é: Sim, e não seria a primeira vez. Mais de 500 dissertações doutorais foram feitas sobre o Piltdown, no entanto, todo esse intenso escrutínio científico falhou em expor a fraude.
Os estudantes têm todo direito de estarem atônitos com o que vai acontecer com os fatos da evolução dentro dos próximos quarenta anos.
Chega de dentes? Uma das exibições do nosso museu mostra o que aconteceu quando pessoas foram zelosas demais para interpretar dados carentes. Todos os cientistas, quer criacionistas quer evolucionistas, estão embaraçados pelo Hesperopithecus haroldcookii (Homem de Nebrasca), a reconstrução da carne, do cabelo, e da família, partindo de um único dente. Pregado como um outro fato da evolução durante a época do julgamento de Scopes, o Homem de Nebrasca acabou sendo simplesmente o dente de um porco extinto.

Evolucionistas hoje são bem mais cuidadosos sobre tais zelosas superestrapolações. Porém não foi antes de 1979 que o Ramapithecus "reconstruído como um bípede somente na base de dentes e mandíbulas foi dado por perdido como um falso início do desfile humano"7. Mesmo agora o Aegyptopithecus está sendo descrito como o ancestral psicológico da humanidade (aquilo que Elwyn Simons chamou de coisinha chata) baseado na análise de comportamento altamente imaginativa dos dentes caninos dos machos "Lucy" e o Australopithecines. Especulações atuais sobre a descendência humana giram em torno de um grupo de fósseis chamados Australopithecines, especialmente um espécime chamado Lucy.9 Estudantes visitando o museu do ICR vêem uma foto do esqueleto de Lucy, além de uma reconstrução em tamanho natural de um crânio. Próximo a esse gracioso crânio Australopithecines, no entanto, o estudante também vê um modelo de tamanho natural de um crânio de chimpanzé. As similaridades são notáveis. De fato, as similaridades entre o Australopithecines grácil e os chimpanzés são tão notáveis que os chimpanzés modernos, de acordo com essa definição (de Richard Leakey) seriam classificados como A. Africanus (Australopithecines).10 O descobridor de Lucy, Dr. D. Johanson, fez essa afirmação sobre a definição de Leakey, e ele continua dizendo que Lucy é ainda mais primitivo (isto é, mais parecido com macaco) do que o Australopithecines de Leakey. Talvez a inferência mais lógica pelas nossas observações certamente uma que os estudantes deveriam ser permitidos a considerar é que Lucy e seus parentes são simplesmente variedades de macacos e nada mais. Um evolucionista poderá contestar, mas aqui está a diferença crucial: Lucy andou ereta, e isto a faz a antepassada evolucionáriado homem. Mas vamos nos certificar de que os nossos estudantes ouçam também ambos os lados dessa história. Primeiro, como os principais antropólogos apontam, o chimpanzé vivo da floresta úmida gasta muito tempo andando ereto, de maneira que somente essa característica faz Lucy semelhante apenas ao homem ou ao chimpanzé e todas as suas outras características argumentam a favor da semelhança com o chimpanzé.
Em segundo lugar temos evidências de que as pessoas andavam eretas antes de Lucy ser fossilizada o Kanapoi hominid, o Homem de Castenedolo, talvez mesmo as pegadas do Laetoli descobertas por Mary Leakey, e mais especialmente as pegadas iguais às do homem preservadas com as dos dinossauros no fundo rochoso do Rio Paluxy no Texas.12 A nova e esplêndida exposição Paluxy do museu do ICR (doada por Paul e Marian Taylor) exibe um filme da pesquisa em progresso, e moldes das pegadas iguais às do homem, cujo tamanho os jovens podem experimentar para ver se servem. Se as pessoas andavam eretas antes de Lucy ser fossilizada, então evidentemente ela não poderia ter sido nossa antepassada.

Mas será que Lucy realmente andou ereta? "...feições anatômicas em alguns desses fósseis dão uma advertência contra uma aceitação precipitada dessa estória" diz o anatomista Charles Oxnard em um discurso publicado para professores de biologia.13 Baseado na análise multivariada, uma técnica objetiva de computador para análises de similaridades parentescas entre esqueletos, Oxnard chega a duas conclusões. Sua conclusão científica: "A evidência é clara de que o australopithecines não andou ereto, pelo menos não conforme a maneira dos seres humanos." Em seguida, para os professores reunidos, ele expressou a sua conclusão educacional: "sejam críticos". Temos que ensinar aos nossos estudantes a serem críticos, para examinarem os fatos que estão por detrás das teorias populares, para explorarem teorias alternativas, e para testarem idéias e suposições contra a evidência em mãos.
É, todavia, impossível para os estudantes pensarem de maneira crítica sobre as origens, se a eles são apresentados, como única idéia aceitável na ciência, uma forma qualquer de evolução. Professores sem nenhum interesse especial em criação, reconhecem que apresentar somente idéias evolucionistas não é nem boa ciência, nem boa educação, e isso deve fazer os estudantes ficarem maravilhados em como a ciência pode ser denominada de pesquisa aberta pela verdade. Um número crescente de professores, pais e especialmente estudantes, está vendo que a verdadeira liberdade acadêmica deve envolver não somente a liberdade de discutir como, mas também se de fato, a evolução ocorreu e ainda com mais importância, a liberdade para discutir a sua única alternativa lógica, a concepção científica da criação.
Nenhum cientista tem dificuldade em distinguir o tipo de ordem encontrada em objetos moldados pelo tempo e pelo acaso (ex : uma pedrinha qualquer) e aquela criada com objetivo e finalidade (ex: uma ponta de flecha). De acordo com os cientistas criacionistas, a evidência de anatomia, fisiologia, e genética nos capacita a reconhecer seres humanos e macacos como espécies criadas separadamente. Os fósseis até aqui encontrados, indicam que macacos e seres humanos existiram como espécies separadas, com grande mas limitada variabilidade no passado, como também no presente. Na base de tal evidência, muitos cientistas estão agora desenvolvendo e defendendo a criação como um modelo científico, plenamente apto para competir com a evolução no mercado de idéias.

Sabemos que a aceitação de uma ou outra concepção afeta profundamente o modo de vida de uma pessoa. Mas vamos deixar de lado, para o momento, as nossas preferências pessoais e perguntar: qual dos conceitos se encaixa melhor nos fatos evolução ou criação? O velho e bom sistema americano de jogo limpo é o de mostrar ambos os lados e deixa-los tomar as suas próprias decisões. Esse pensamento simples e honesto foi expresso por Wayne Moyer durante uma entrevista de televisão com Richard Threlkeld.14 Essa é a maneira em que tentamos encarar o problema na seção do modelo duplo:
do Museum of Creation and Earth History do ICR: "mostrar às pessoas ambos os ladose deixá-las tomar as suas próprias decisões". Paradoxalmente, Moyer não crê que as regras de jogo limpo possam ser aplicadas na questão da criação/evolução. Porquê? "É como misturar maçãs e laranjas; trabalha-se a partir de duas séries de suposições" Essa é a posição oficial dos anticriacionistas, mas isso simplesmente não pode ser verdade. Primeiro, nada é mais crucial para a boa ciência e boa educação do que a habilidade de comparar criticamente duas séries de suposições. Os nossos estudantes o fazem em estudos sociais, em literatura, na vida real porque não em ciência, onde comparar fato e suposição tem que ser a espinha dorsal de afrontamento científico de ponta aberta para resolver o problema? Segundo, quando se trata dos aspectos científicos das origens, qualquer indivíduo de mente aberta e todos os cientistas criacionistas, evolucionistas, ou indecisos trabalham a partir da mesma suposição: o respeito pela lógica e observação e pelos princípios de pesquisa científica aprovados pelo tempo.

Certamente todos nós podemos ser beneficiados pela plena e livre discussão desta questão básica: Qual é a inferência mais lógica das nossas observações de fósseis humanos: a criação ou a evolução? Certamente os nossos estudantes merecem a liberdade de escolha e a liberdade de olhar para todos os dados necessários para tomar uma decisão inteligente.

Referências

1. Cari Sagan, citado no The Cosmic Explainer,* Time, 20 out. 1980,pág.68.
2. Rensberger, Boyce, Our Sexual Origins, Science Digest, Winter, (1979 Edição especial), (Sexual intercourse evolved into makinglove.")págs. 46-47
3. Stephen Gould, citado em Is Man a Subtie Accident?, Newsweek, 3 de nov. 1980, pág. 96,
4. Veja, Duane T. Gish, Evolution. The Fossils Say No!, Creation Ufe Publishers, San Diego, 1979, págs. 106-162.
5. Gould, S, Dr. Downs Syndrome, Natural History, abril 1980, págs. 142-148
6. Osborn, Henry, The Evolution of Human Races, Natural History, jan./fev. 1926; rpt. abril 1980, pág. 129
7. Zihlman, Adrienne, e Jerold Lowenstein, False Start of the Human Parade, Natural History, agosto/set. 1979, pág. 86
8. Elwyn Simons, citado em Just a Nasty Little Thing," Time, 18 de fev. 1980, p. 58.
9. Johanson, Donald, e Maitland Edey, Lucy: The Beginnings of Hwnanldnd," Reader LNge#,
set. 1981, págs. 49s.
set. 1981, págs. 49s.,
set. 1981, págs. 49s,
set. 1981, págs. 49s.
10. Johanson, D. e T.D. White, On the Status of Australopithecus afarensis," Science, 7mai. 1980, pág. 1105.
11. "The Case for a Living Link, Time, 4 de dez. 1978, pág. 82.
12. Parker, Gary, Creation: The Facts of Life, Creation-LÀfe Publishers, San Diego, 1980,
págs. 108-1 19.
13. Oxnard, Charles, Human Fossils: New Views of Old Bones, Ameriorn Biology Teacher, maio de 1979, págs. 264-276.
14. CBS Sunday Morning,23 de nov. 1980.

Planeta Terra: Plano ou Acidente?

De onde veio a terra? Através de que processo ela foi construída? Será que uma inteligência onisciente planejou e dirigiu a criação de nosso planeta? Ou será que a terra evoluiu através de processos desgovernados, ao acaso, sem um plano supervisionado? As respostas de uma pessoa às perguntas acima vão afetar significativamente o seu ponto de vista pessoal em relação à origem, propósito e destino de ambos, a terra e o homem.

Considerando que os cientistas concordam que a terra não existiu eternamente, a lógica simples determina que não existe posição intermediária nessa importante questão do plano versus acidente. Ou uma mente superior planejou e criou nosso planeta, ou todo ele se originou através de um acidente fortuito, sem planejamento e sem propósito! Para ajudar a resolver a questão vamos considerar alguns fatos espantosos acerca da Terra.

A Temperatura da Superfície da Terra

A temperatura média da superfície da Terra depende de diversos fatores, sendo os dois mais importantes a distância entre a Terra e o Sol e a inclinação do eixo rotacional da Terra. De importância secundária em relação à temperatura da superfície da Terra temos a área dos continentes, a quantidade de Terra coberta pela luz e calor, as massas refletoras de gelo (geleiras) e a quantidade de dióxido de carbono e vapor de água que afeta a transparência da atmosfera tanto para o calor que entra como para o que sai.

O fator mais importante que afeta a temperatura da Terra é obviamente a distância entre a Terra e o Sol. Se a Terra se aproximasse alguns milhares de quilômetros do Sol, a superfície da Terra se tornaria mais quente provocando o derretimento das geleiras. Com a diminuição da área das geleiras, a refletividade total da superfície de nosso planeta diminuiria através desse processo e absorveria mais o calor do Sol. O derretimento das ge­leiras provocaria um aumento do nível do mar e, além de inundar a maioria de nossas cidades modernas, criaria uma área total de superfície oceânica maior. Considerando que a água do mar absorve maiores quantidades de radiação solar do que a mesma área de massa terrestre, o aquecimento da Terra seria também incrementado. Além disso, depois de aumentar a temperatura dos oceanos, grande par­te do dióxido de carbono dissolvido nos oceanos seria acrescentado à atmosfera junto com grandes quantidades de água por causa do aumento de evaporação. O nível do dióxido de carbono e do vapor da água da atmosfera aumentado produziria nova­mente um significativo aumento da temperatura. Considerando tudo isso, uma diminuição por menor que seja na distância entre a Terra e o Sol te­ria um efeito drástico de aquecimento da superfície da Terra.

E o que aconteceria se a Terra se afastasse alguns milhares de quilômetros do Sol? O inverso da situação anterior é o que resultaria. Teríamos grande parte de nosso planeta coberto de gelo, associado a um aumento da refletividade do calor do Sol. O oceano cobriria uma porção menor da superfície da Terra e o importante processo da absorção do calor pela água do mar diminuiria. Considerando que o oceano ficaria mais frio, a evaporação seria menor com menos vapor de água na atmosfera para reter o calor. Grande parte do dióxido de carbono da atmosfera se dissolveria no oceano mais frio. Certos cálculos demonstram que uma diminuição de dióxido de carbono no ar até a meta­de do seu nível atual diminuiria a temperatura média da superfície da Terra em cerca de 4 graus Celsius! Assim, aumentar a distância entre a Terra e o Sol resultaria em um pro­fundo efeito de resfriamento de nosso planeta.

Dos comentários acima vemos que a Terra está exatamente na distância adequada do Sol para manter a temperatura de sua superfície apropriada para a vida e para os muitos e importantes processos geológicos! Para o evolucionista a distância entre a Terra e o Sol é um estranho acidente, mas para o criacionista é um maravilhoso testemunho do planejamento de Deus.

A Inclinação e a Rotação da Terra

O eixo da rotação da Terra está inclinado em 23,5 graus relativamente à perpendicular do plano da órbita terrestre. Essa inclinação provoca as quatro estações. Durante os meses de maio, junho e julho, o hemisfério norte fica apontado para o Sol, fazendo o hemisfério aquecer-se e provocando nele a estação chamada verão. Durante os meses de novembro, dezembro e janeiro o hemisfério norte afasta-se do Sol, provocando diminuição da temperatura e a estação chamada inverno. Por que essa inclinação é de 23,5 graus? Por que não algum outro valor?

O que aconteceria se a Terra não tivesse inclinação, e o eixo da rotação permanecesse perpendicular ao plano da órbita? Não teríamos estações e a temperatura da superfície da Terra em qualquer ponto dela seria a mesma tanto em julho como em janeiro. A região equatorial de nosso planeta seria intoleravelmente quente o ano inteiro e os pólos permaneceriam muito frios. O gelo se acumularia nos pólos. Os padrões do tempo seriam estacionários com massas de ar frio e quente permanentemente posicionadas. Algumas regiões seriam muito áridas. Apenas as latitudes médias seriam confortáveis para a habitação humana e adequadas à lavoura. Apenas a metade de nossas terras cultiváveis se­riam produtivas.

E o que aconteceria se a Terra tivesse o dobro da atual inclinação? Temperaturas extremas entre as estações seriam muito mais pronuncia­das. Até mesmo as latitudes médias sofreriam um calor intolerável no verão e um frio insuportável no inverno. Grande parte da Europa e da América do Norte experimentaria uma escuridão muito prolongada no inverno e dias muito longos no verão. A vida se­ria intolerável na maior parte da superfície da Terra.

A Terra gira uma vez em cada 24 horas produzindo o intervalo de tempo chamado “dia”. Se a Terra girasse mais devagar, teríamos temperaturas mais extremas de dia e de noite. Outros planetas têm “dias” que são mui­tas vezes mais longos do que os da Terra, produzindo temperaturas causticantes durante o dia seguidas de noites congelantes. A rotina normal diária das plantas e dos animais seria impossível se o dia da Terra fosse muito mais Curto do que o atual. O dia de 24 horas parece ser ótimo, ser­vindo para equilibrar a temperatura da Terra (mais ou menos como um peru que gira no espeto da churrasqueira).

Assim, dificilmente poderíamos melhorar o atual arranjo de inclinação e de rotação que parecem ser planejados para o conforto e a economia. Nossa atual inclinação provoca as estações associadas a flutuações no tempo, produzindo urna quantidade máxima de terras cultiváveis e estações agradáveis. A atual rotação da serra ajuda a aquecer uniformemente a sua superfície e provoca ventos e correntes oceânicas.

A Atmosfera da Terra

A atmosfera da Terra é composta de quatro importantes gases. O gás mais abundante é o nitrogênio (N2) que compõe cerca de 78% da atmosfera. O oxigênio (O2) é o segundo ingrediente mais comum, estando presente na quantidade de 21%. O gás argônio (Ar) é o terceiro com um pouquinho menos de 1%. O quarto é o dióxido de carbono (CO2), presente a 0,03%.

Em nosso estudo sobre a atmosfera vemos que os seus gases podem ser divididos em duas categorias principais: gases inertes e reativos. O argônio é inerte e o nitrogênio é relativa­mente inativo. Estes participam em pouquíssimas reações químicas. Realmente é muito bom que o nitrogênio não se combine facilmente com o oxigênio, pois, caso contrário, teríamos um oceano cheio de ácido nítrico.

O oxigênio é o gás reativo mais comum em nossa atmosfera. Sua presença abundante é o aspecto que mais caracteriza nossa atmosfera, pois não foi encontrado na atmosfera de nenhum outro planeta a não ser em quantidades muito diminutas.

Por Outro lado, o nitrogênio e o oxigênio reagem rapidamente com os outros gases, com os compostos orgânicos e com as rochas. O atual nível de oxigênio parece ser ótimo. Se o tivéssemos em maior quantidade, a combustão ocorreria com mais energia, as rochas e os metais se desgastariam mais depressa, e a vida seria adversamente afetada. Se o oxigênio fosse menos abundante, a.respiração seria mais difícil e teríamos uma quantidade reduzida de ozônio (O) na atmosfera superior que serve de escudo à superfície da Terra dos raios ultravioleta que são mortais.

O dióxido de carbono também é um gás reativo que forma parte essencial de nossa atmosfera. Ele é necessário às plantas, serve para efetivamente captar a radiação do Sol e misturá-la com a água para formar um ácido que dissolve as rochas acrescentando ao oceano uma substância importante chamada bicarbonato. Sem um contínuo suprimento de carbono da atmosfera, a vida seria impossível.

Importante como é o dióxido de carbono à atual vida na Terra, ele compreende apenas a insignificância 0,03% de nossa atmosfera! Contudo, essa pequena quantidade parece ser ótima. Se tivéssemos menos dióxido de carbono, a massa total das plantas terrestres e marinhas diminui­ria, havendo menos alimento para os animais, o oceano conteria menos bi­carbonato, tornando se mais ácido, e o clima se tornaria mais frio por causa da transparência aumentada da atmosfera ao calor. Embora um aumento de dióxido de carbono na atmosfera causasse aumento de flora (uma circunstância benéfica para o lavrador), haveria alguns efeitos colaterais ruins. Se o dióxido de carbono aumentasse cinco vezes a sua porcentagem (o nível ótimo para a produtividade orgânica), provocaria um aumento da temperatura da superfície da Terra em algumas dezenas de graus Celsius! Um grande aumento de dióxido de carbono também aceleraria tanto o desgaste dos continentes que um excesso de bicarbonato nos oceanos levaria a uma condição alcalina desfavorável vida.

A densidade ou pressão total de nossa atmosfera parece ser a ideal. A densidade é muito importante pois age como um cobertor térmico protegendo a Terra da frieza do espaço. Se a Terra tivesse um diâmetro maior, com uma atmosfera mais densa, o efeito de cobertor térmico seria acentuado, produzindo um clima muito mais quente. Se a Terra tivesse um diâmetro menor, com uma atmosfera menos densa, haveria um clima mais frio. Como já dissemos antes, a Terra tem a temperatura correta, provando que a atmosfera tem a densidade própria e que a Terra tem o tamanho adequado!

A atmosfera também serve para 1 filtrar a luz ultravioleta e os raios cós­micos. Ambos são danosos para a vi­da e seriam muito mais comuns na superfície da Terra se a atmosfera fosse menos densa. Ela também queima meteoritos: A comunicação através das ondas longas do rádio só é possível porque a atmosfera tem a densidade correta para refletir algumas freqüências de rádio. Além disso, ela reflete o ruído estelar indesejável que poderia interferir com o rádio.

Essa análise indica que a nossa atmosfera tem a composição e a densidade corretas. Como poderia ter si­do formada se não fosse pelo planejamento e realização divinas?

O Mundo Oceânico

A água é um composto extremamente raro no espaço. Uma reserva permanente de água líquida, uma ocorrência muito improvável no espaço, só existe na Terra, até onde sabemos. Nosso planeta possui um suprimento abundante calculado em cerca de 1392 milhões de quilômetros cúbicos de água líquida.

A água em forma líquida possui propriedades físicas e químicas muito exclusivas que a tornam ideal como componente principal da vida e a solução do mundo oceânico. O solvente característico da água, por exemplo, toma possível que todos os nutrientes essenciais necessários à vida sejam dissolvidos e assimilados. O fato de a água ser transparente à luz visível possibilita às algas marinhas a realização da fotossíntese abaixo da superfície oceânica e permite que os animais do mar vejam através da água. A água é uma das poucas substâncias que se expande quando congela, evitando que nossos lagos e oceanos congelem de baixo para cima.

Uma das mais notáveis propriedades da água é a sua capacidade elevada de captar e manter o calor. O oceano é menos refletivo do que a Terra à radiação solar entrante e, por isso, absorve mais energia solar do que áreas idênticas da Terra. Também é necessário muito mais calor para elevar a temperatura de uma unidade de água do mar em um grau do que seria necessário para uma massa idêntica dos continentes. Considerando que a temperatura média do oceano é de cerca de 7,2o Celsius, o oceano esfria as porções de terra equatorial mais quentes do nosso planeta e aquece as regiões polares mais frias. Além disso, as correntes oceânicas provocadas pela rotação da Terra servem para fazer circular a água do mar e evita que os mares equatoriais se tornem quentes demais e os mares polares se tornem frios até o congelamento total.

Além da água, o mundo oceânico também serve como um reservatório para determinados produtos químicos muito importantes. Grande parte do dióxido de carbono do nosso planeta é dissolvido na água do mar, estando em equilíbrio com a atmosfera. O recente acréscimo de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera através da queima de combustível fóssil não elevou significativamente a porção desse gás na atmosfera. Grande parte do dióxido de carbono derivado da combustão foi absorvido pelo oceano.

Desses nossos comentários fica evidente que a presença do oceano em nosso planeta é uma evidência do planejamento e da providência de Deus. Não sabemos de nenhum outro planeta que tenha um suprimento permanente de água líquida. As propriedades químicas e físicas de água líquida são necessárias à sobrevivência, O mundo oceânico regula a temperatura da Terra e serve como um reservatório de muitos e importantes produtos químicos.

A Crosta Terrestre

Os continentes que cobrem 29% da superfície de nosso planeta têm uma elevação média de cerca de 836m acima do nível do mar. o mundo oceânico que cobre 71% da superfície da Terra tem uma profundidade média de cerca de 3.812m! Por que te­mos continentes assim tão elevados junto com bacias oceânicas tão pro­fundas? Seria de se esperar, usando simples estimativas das probabilidades, que a Terra tivesse uma elevação mais ou menos uniforme.

Se fôssemos raspá-los e jogá-los nos lugares mais profundos dos oceanos para fazer uma Terra de elevação igual, teríamos uma Terra de aproximadamente 2.440m de água! Nenhuma área da Terra ficaria exposta e a vida terrestre não existiria. Não haveria mares costeiros rasos com regiões ecológicas nas quais as criaturas da vida marinha pudessem proliferar. O oceano com uma Terra de elevação uniforme seria quase desprovido de vida.

Temos dois motivos principais por que os continentes permanecem elevados acima do fundo do mar. Primei­ro, os continentes são feitos de rochas que, como um todo, são menos densas do que as rochas do fundo do oceano. Segundo, a crosta continental é geralmente mais de duas vezes mais grossa do que a crosta oceânica. A diferença em densidade e espessura entre as crostas continental e oceânica é exatamente aquela que é necessária para manter o atual “bordo livre” dos continentes acima do fundo oceânico! Para o evolucionista isso é um acidente interessante. Mas para o criacionista esses fatos indicam o plano de Deus.

O estudo de meteoritos tem revela­do que os elementos ferro e oxigênio São mais ou menos iguais na quantidade. Até onde sabemos acerca da densidade e da estrutura da Terra, os geólogos dizem que o ferro é o ele­mento mais comum na massa terrestre, sendo um pouquinho mais abundante do que o oxigênio. Contudo, quando se considera a crosta terrestre, os geólogos calculam que o oxigênio é cerca de oito vezes mais abundante do que o ferro! Além disso, a crosta terrestre tem quantidades in­comumente grandes de silício, magnésio e alumínio.

Se tivéssemos quantidades maiores de ferro e magnésio na crosta, o oxigênio da atmosfera rica em oxigênio se tornaria impossível. Nossa atual crosta, diferente de outros planetas e meteoritos, já é altamente oxidada e portanto permite uma atmosfera oxidante. Assim, a composição da crosta prova a sabedoria divina.

Conclusão

Duas diferentes conclusões podem ser tiradas dos dados que acabamos de apresentar. Eles indicam que urna Mente onisciente planejou e idealizou nosso espantoso planeta, ou que ele se originou de um acidente fortuito sem nenhum plano, ou desígnio. Não há meio termo! E preciso decidir: Deus ou o acaso!

A pessoa que é evolucionista consistente vai atribuir as muitas maravilhas de nosso planeta (a temperatura da superfície da Terra, sua inclinação e rotação, a atmosfera, o oceano e a crosta) ao acaso desorientado. Tal conclusão, embora não seja impossível, exige muita fé em acontecimentos extremamente improváveis. É co­mo se imaginássemos que a Mona Lisa surgiu de pingos de tinta jogados sobre a tela.

O criacionista, de outro lado, reconhece que a única dedução racional a que se pode chegar a partir desses dados é que as maravilhas da Terra devem a sua origem à inteligência e à obra das mãos de Deus. Foi o salmista que disse: "Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou." (Salmo 95:4-6).

Criação - Evolução

Há a teoria de que todas as coisas vivas surgiram através de um processo evolutivo, mecânico e natural, a partir de uma única fonte, que surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto, inorgânico. Essa hipótese evolucionária generalizada geralmente é apresentada como um fato científico estabelecido nos livros de ciência. Todas as evidências que podem ser apresentadas em favor dessa teoria são extensamente discutidas nos nossos livros, e geralmente se declara que todos os biólogos competentes aceitam a teoria da evolução.

Embora seja verdade que muitos biólogos aceitam a evolução como um fato, há uma significativa minoria de competentes biólogos que não aceitam essa teoria como a melhor interpretação dos dados conhecidos. Um deles que poderia ser citado como exemplo é o Dr. W.R.Thompson (veja Homens da Ciência Americanos ou Homens da Ciência Canadenses), cujas credenciais de biólogos competentes não precisam ser defendidas. Suas objeções à teoria evolucionista podem ser encontradas em sua introdução de uma edição de 1956 da "Origem das Espécies" de Charles Darwin, intitulada "A Critique of Evolution" (Uma Crítica à Evolução).1 Em 1963 um grupo de cientistas criaram a Sociedade de Pesquisas sobre a Criação.2 Essa organização relativamente nova inclui atualmente mais de 2.000 membros, todos com doutorado ou formação universitária em algum campo da ciência. Nenhum deles aceita a teoria da evolução.

Temos na realidade um considerável conjunto de evidências lógicas e científicas que contradizem a teoria da evolução, algumas das quais parecem ser absolutamente incompatíveis com a teoria. A importância da natureza dessas evidências nunca é enfatizada nos livros escolares usados no sistema de nossas escolas públicas e faculdades. Na verdade, essas evidências são raramente mencionadas, se de todo são. Em resultado disso, os estudantes de biologia ficam expostos a todas as evidências que podem ser apresentadas em favor da teoria, mas não são advertidos de sua fragilidade, nem das evidências que realmente contradizem essa teoria. Portanto, devemos reconhecer que tal processo educacional resulta em uma doutrinação num determinado ponto de vista ou filosofia com base no conceito de que a origem do universo, a origem e a diversidade da vida, diante de toda a realidade, deve ser explicada apenas com base nas leis da química e da física. A possibilidade de um Criador ou a existência de um Ser Sobrenatural fica excluída. Estamos convencidos de que o motivo por que a teoria da evolução está sendo tão amplamente aceita hoje é porque os nossos cientistas e professores de biologia são produtos de um sistema educacional dominado por essa filosofia naturalista, mecânica e humanista.

A teoria da evolução transgride duas leis fundamentais da natureza: a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica. A Primeira Lei declara que não importa que mudanças se efetuem, nucleares, químicas ou físicas, a soma total da energia e da matéria (realmente equivalentes) permanece constante. Nada atualmente está sendo criado ou destruído, embora transformações de qualquer espécie possam acontecer. A Segunda Lei declara que cada alteração que acontece tende natural e espontaneamente a sair de um estado ordenado para um estado desordenado, do complexo para o simples, de um estado de energia alta para um estado de energia baixa. A quantidade total de casualidade ou desordem no universo (a entropia é uma medida dessa casualidade) está constante e inevitavelmente aumentando. Qualquer aumento na ordem e complexidade que possa ocorrer, portanto, só poderia ser local e temporária; mas a evolução exige um aumento geral na ordem que se estenda através dos períodos geológicos. Os aminoácidos não se combinam espontaneamente para formar proteínas, mas as proteínas se quebram espontaneamente em aminoácidos, e os aminoácidos lentamente se desfazem em compostos químicos mais simples. Com cuidadoso controle de reagentes, uso de energia e remoção de produtos da fonte de energia (conforme se faz nas atuais experiências da "origem da vida"), o homem pode sintetizar aminoácidos a partir de gases, e proteínas a partir de aminoácidos. Mas, sob quaisquer combinações das condições realistas primordiais da terra, esses processos jamais poderiam ter acontecido. Esse fato ficou adequadamente demonstrado por Hull que concluiu: "O químico físico, orientado pelos princípios comprovados da termodinâmica, química e cinética, não pode oferecer nenhum incentivo ao bioquímico que necessita de um oceano cheio de compostos orgânicos para formar até mesmo coacervatos sem vida". Hull estava aqui se referindo às especulações sobre a origem da vida.

Considerando que o universo, como um relógio, está se deteriorando, é óbvio que ele não existiu eternamente. Mas de acordo com a Primeira Lei, a soma total da energia e matéria-prima é sempre uma constante. Como podemos, então, numa pura e simples base natural, explicar a origem da matéria e da energia das quais este universo é composto. A continuidade evolucionária, do cosmos ao homem, é criativa e progressiva, enquanto que a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica declaram que os processos naturais conhecidos são quantitativamente conservativos e qualitativamente degenerativos. Em qualquer caso, sem exceção, quando essas leis foram sujeitas a testes foram comprovadas válidas. Os exponentes da teoria evolucionista ignoram assim o observável a fim de aceitar o inobservável (a origem evolucionista da vida e das principais espécies das coisas vivas).

O processo evolucionário aconteceu supostamente através das alterações mutacionais ocasionais. Esse conceito básico da moderna teoria da evolução está sob ataques até mesmo por alguns evolucionistas. Salisbury4 recentemente questionou esse conceito e foi atacado por diversos matemáticos. Um simpósio foi realizado no Instituto Wistar em 1966, no qual esses matemáticos e biólogos evolucionistas apresentaram pontos de vista contrários.5 Um dos matemáticos, o Dr. Murray Eden, declarou que "Alegamos que se o 'acaso' receber uma interpretação séria e crucial de um ponto de vista das probabilidades, o postulado do acaso é altamente implausível e que uma teoria científica adequada da evolução deve aguardar a descoberta de novas leis naturais: físicas, físicoquímicas e biológicas" . A alegação de Salisbury e desses matematicos é que o aumento na complexidade e o progresso que supostamente tem acompanhado a evolução através das mudanças ao acaso exigiriam um período de tempo bilhões de vezes maior do que três bilhões de anos.

As mudanças ao acaso e a seleção natural têm sido supostamente as responsáveis pela evolução, um processo criativo e progressivo segundo se alega. Contudo, a seleção natural não é criativa uma vez que não pode criar nada novo. E uma força conservadora que elimina os menos aptos. As alterações mutacionais ao acaso em um sistema ordenado é um processo desorganizador ou fortuito e, portanto, degenerativo, não progressivo. Essa constatação está lentamente se espalhando entre os evolucionistas da atualidade.

Se a evolução realmente aconteceu ou não, só poderia ser constatado através de um exame do registro histórico, isto é, o registro fóssil. Que tipo de evidência daria apoio ao conceito evolucionista? Thompson declarou: " Portanto se encontramos nas camadas geológicas uma série de fósseis apresentando uma transição gradual das formas simples para as complexas, e pudermos ter certeza de que correspondem a uma verdadeira seqüência de tempo, então deveríamos nos inclinar a achar que a evolução darwiniana aconteceu, ainda que o seu mecanismo continue desconhecido." Se os invertebrados deram origem aos vertebrados, os peixes aos anfíbios, os anfíbios aos répteis, os répteis às aves e aos mamíferos - cada transformação exigindo milhões de anos e envolvendo inúmeras formas transicionais - então o registro fóssil deveria certamente apresentar um bom número representativo desses tipos transicionais. Thompson prossegue dizendo: "Isso certamente é o que Darwin teria desejado de transmitir, mas naturalmente não foi capaz. O que os dados disponíveis indicavam era uma notável ausência dessas muitas formas intermediárias necessárias para a teoria; a ausência de tipos primitivos que deveriam existir nas camadas consideradas mais antigas e o súbito aparecimento dos grupos taxonômicos principais." Mais adiante ele declara: " ... e eu diria que a posição não é notavelmente diferente hoje em dia. Os modernos paleontólogos darwinianos são obrigados a exatamente como o seus predecessores e o próprio Darwin, diluir os fatos com hipóteses subsidiárias que sejam plausíveis dentro da natureza das coisas não verificáveis."

Na camada geológica cambriana aparece uma grande e súbita explosão de fósseis de animais de um nível altamente desenvolvido em complexidade. Nas rochas cambrianas se encontram filões de fósseis de animais tão complexos que os evolucionistas calculam que seriam necessários um bilhão e meio de anos para a sua evolução. Trilobitas, braquiópodes, esponjas, corais, águas-vivas, todas as formas de vida dos principais invertebrados se encontram na camada cambriana. O que se encontra nas rochas supostamente mais antigas do que as cambrianas, que são as chamadas rochas pré-cambrianas? Certamente podemos dizer sem medo de nos contradizer que os predecessores evolucionários da fauna cambriana nunca foram encontrados.

Axelford, um geólogo e evolucionista, escreveu:

"um dos principais problemas não solucionados da geologia e da evolução é o aparecimento de invertebrados marinhos multicelulares diversificados nas rochas cambrianas inferiores e a sua ausência nas rochas mais antigas. Esses primeiros fósseis cambrianos incluíam poríferos celenterados, braquiópodes, moluscos, equinóides e artrópodes. Seu alto grau de organização claramente indica que um longo período de evolução, precedeu o seu aparecimento no registro. Contudo, quando nos voltamos para examinar as rochas precambrianas em busca dos antepassados desses fósseis cambrianos, não os encontramos em parte alguma. Atualmente sabemos que muitas seções espessas (de mais de 5.000 pés) de rochas sedimentares jazem em sucessão ininterrupta abaixo das camadas que contém os fósseis cambrianos mais antigos. Esses sedimentos aparentemente eram adequados para a preservação de fósseis porque geralmente são idênticos às rochas superiores que são fossilíferas mas não encontramos fósseis nelas ".7

George Gaylord Simpson, famoso paleontólogo e evolucionista, chamou a ausência dos fósseis precambrianos de "o maior mistério da história da vida". Essa grande explosão de seres vivos altamente desenvolvidos e complexos é altamente contraditória à teoria evolucionista, mas é exatamente o que poderia ser predito com base na criação especial (divina).

O registro fóssil deveria produzir milhares de formas transicionais. Mas nós encontramos uma ausência regular e sistemática de formas transicionais entre as categorias mais elevadas. Os tipos de invertebrados principais encontrados na camada cambriana são exatamente tão diferentes quando apareceram pela primeira vez, quanto são hoje, de modo que o registro fóssil não dá indicação de que qualquer um desses tipos principais derivou de antepassados comuns.

Supostamente os vertebrados evoluiram de um invertebrado. Essa é uma pressuposição que não pode ser documentada através do registro fóssil. Há um enorme abismo entre os invertebrados e os vertebrados sem uma ponte de formas transicionais. O primeiro vertebrado, um peixe da classe Agnatha, é 100% vertebrado. Sobre a sua possível origem evolucionária, disse Ommanney: "Como essa mais antiga família de cordatas evoluiu, que estágios de desenvolvimento atravessou até que finalmente deu origem a criaturas verdadeiramente parecidas com peixes, não sabemos. Entre o cambriano, quando provavelmente se originou e o ordoviciano, quando os primeiros fósseis de animais com características verdadeiramente parecidas com os peixes apareceram, há uma brecha de talvez 100 milhões de anos que provavelmente nunca seremos capazes de preencher." Cem milhões de anos e nenhuma forma transicional! Incrível!

Supostamente os peixes deram oriqem aos anfíbios através de um período de milhões de anos durante os quais as nadadeiras do hipotético antepassado dos peixes gradualmente se alteraram transformando-se em pés e pernas dos anfíbios. Mas nem um simples fóssil jamais foi encontrado apresentando um membro em parte nadadeira e em parte pé! Os anfíbios vivos incluem três tipos: as salamandras e os tritões, geralmente com pernas que se arrastam desajeitadamente e caudas; as rãs e os sapos, entre os mais altamente desenvolvidos vertebrados de toda a terra, sem caudas e pernas posteriores muito longas; os ápodes, uma criatura semelhante a um verme sem traço de membros. Nenhuma forma transicional pode ser encontrada entre esses diversos anfíbios vivos, ou entre eles e os anfíbios fósseis.10

Dizem que as aves evoluíram dos répteis. Mas ninguém ainda encontrou um simples fóssil apresentando uma asa parcial e um membro dianteiro parcial, ou penas em formação. O Archaeopteryx, "a ave mais antiga conhecida", tinha dentes, mas outras aves encontradas nos registros fósseis também tinham e eram sem dúvida 100% aves. O Archaeopteryx tinha um prolongamento parecido com uma garra na borda dianteira de suas asas. Contudo, esse mesmo prolongamento se encontra em uma ave viva na América do Sul, o Hoactzin , que é 100% ave. O Archaeopteryx tinha vértebras ao longo da cauda, mas não era uma forma transicional entre os répteis e as aves como o morcego não e um elo entre as aves e os mamíferos. O Archaeopteryx tinha asas totalmente desenvolvidas e tinha penas. Voava. Era definitivamente uma ave, como todos os paleontólogos concordam. Lecornte du Nouy, um evolucionista, disse: "Apesar do fato de estar inegavelmente relacionado com as duas classes de répteis e aves (uma relação que a anatomia e a fisiologia dos espécimes da atualidade demonstram), não estamos nem mesmo autorizados a considerar o caso excepcional do Archaeopteryx como um verdadeiro elo. Por elo queremos dizer um estágio necessário de transição entre classes, tais como os répteis e aves, ou entre os grupos menores. Um animal que apresente características pertencentes a dois diferentes grupos não pode ser tratado como um verdadeiro elo uma vez que os estágios intermediários não foram encontrados, e considerando que os mecanismos da transição continuam desconhecidos." 11

Marsall declarou: "A origem das aves é principalmente uma questão de dedução. Não existem fósseis dos estágios através dos quais a notável mudança de réptil para ave aconteceu."12

Para se dizer a verdade, a capacidade de voar supostamente evoluiu em quatro estágios independentes: nas aves, nos répteis voadores (pterosauros) já extintos, nos insetos, e nos mamíferos (o morcego). Em nenhum desses casos existem formas fósseis transicionais apresentando a capacidade de voar evoluindo. O Dr. E. C. Olson, um geólogo evolucionista, disse: "No que se refere à capacidade de voar existem algumas brechas muito grandes nos registros." 11 Quanto aos insetos Olson diz: "Não existe quase nada que nos dê alguma informação sobre a história da origem do vôo dos insetos." Referindo-se aos pterosauros Olson declara: "... não existe absolutamente nenhum sinal de estágios intermediários."11 Depois de se referir ao Archaeopteryx chamando-o de parecido com um réptil, Olson diz: "E uma ave." Finalmente, com referência aos mamí feros Olson declara: "A primeira evidência do vôo dos mamíferos encontrase nos morcegos plenamente desenvolvidos da época eocênica."

Temos, assim, uma situação muito interessante. Quatro vezes aconteceu uma transformação maravilhosa: animais terrestres evoluíram com o poder de voar. Cada uma dessas transformações exigiu milhões de anos e envolveu milhares de formas transicionais. Mas nenhuma dessas formas transicionais pode ser encontrada no registro fóssil! Será que o motivo dessas formas transicionais não serem encontradas não seja simplesmente porque elas nunca existiram? Tais evidências podem ser muito mais facilmente relacionadas entre si dentro de uma estrutura criacionista do que dentro de uma estrutura evolucionista.

Os exemplos dados acima não são exceções, mas corno já dissemos antes o registro fóssil apresenta uma ausência sistemática de tipos transicionais entre as categorias elevadas. Até mesmo com referência à famosa "série" de cavalos, du Nouy declara:

"Mas cada um desses tipos intermediários parece ter aparecido 'subitamente', e ainda assim não seria possível por causa da ausência de fósseis, reconstruir a passagem entre esses tipos intermediários... A continuidade que supomos talvez nunca seja estabelecida através da fatos." 14

Cremos que o súbito aparecimento no registro fóssil das formas de vida altamente desenvolvidas em grande quantidades e o súbito aparecimento e cada grupo taxonômico principal indica que não houve realmente passagem nenhuma das formas inferiores para as formas superiores, mas que cada grupo taxonômico principal foi especialmente criado e assim corresponde às "espécies" descritas no livro de Gênesis.

O professor G.A.Kerkut, um evolucionista, declarou em seu importante livro Implications of Evolution ( Implicações da Evolução): "há a teoria de que todas as formas vivas no mundo vieram de uma única fonte que também veio de uma forma inorgânica", 15 teoria que pode ser chamada de 'Teoria Geral da Evolução', e as evidências que a sustentam não são suficientemente fortes para nos permitir considerá-la algo mais do que uma hipótese que funciona.

Nós cremos que a criação especial realmente oferece uma melhor explicação científica. Restringir os ensinarnentos referentes às origens a uma simples teoria, a da evolução orgânica, e ensiná-la como fato científico estabelecido, constitui doutrinação de uma filosofia religiosa humanista. Tal procedimento transgride a proibição constitucional do ensino de pontos de vista religiosos sectários tão claramente como se o ensino referente às origens se restringisse apenas ao Livro de Gênesis. Como espírito de honestidade e liberdade acadêmica rogamos que haja uma apresentação equilibrada de todas as evidências.

Referências

1. W.R.Thompson; Critique of Evolution, an introduction to Origin of Species. Charles Darwin; E.P.Dutton and Co., New York,1956.
2. 2717 Cranbrook Road, Ann Arbor, Michigan 48104.
3. D.E.Hull; Nature, 186 693 (1960).
4. F.B.Salisbury, The American Biology Teacher, 33,335 (1971).
5. P.S.Moorehead an M.M.Kaplan, eds.; Mathematical Challenges to the NeoDarwinian Interpretation of Evolution; Wistar Institute Press, Philadelphia, Penn. 1967
6. M.Eden; Ref 5,P. 109
7. D.I.Axelrod; Science, 128, 7 (1958).
8. G.G.Simpson; The Meaning of Evolution; Yale University Press, New Haven, 1953, p.18
9. F.D.Ommanney, The Fishes; Life Nature Library, 1964; p.60.
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11. L. du Nouy; Human Destiny; The New American Library of World Literature, Inc.; New York, 194, p.58.
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